03 de julho de 2026

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Geólogo denuncia possível crime ambiental em represa de Ponta Grossa


Por Danilo Kossoski Publicado 10/02/2021 às 13h21 Atualizado 21/02/2026 às 16h26
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Tibinka acredita ser possível suspender temporariamente o uso de turbinas (Jośe Aldinan)

Em janeiro, o geólogo Sérgio Tibinka, que possui imóvel na região da represa de Alagados, em Ponta Grossa, protocolou junto ao Ministério Público do Paraná (MPPR) denúncia de que a Copel estaria cometendo crime ambiental.

Para ele, ao não permitir que o nível do reservatório suba, a companhia estaria impedindo a reprodução de peixes, em especial no Rio Jutuva. “É o terceiro ano seguido que é impedida a reprodução de peixes”, disse. A denúncia está sob análise da 6ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ponta Grossa.

Tibinka sugeriu a desativação temporária da coleta de água para geração de energia. A reportagem do portal dcmais contatou a Copel e Sanepar, que disseram ser essa uma medida seria inviável. “Além de garantir vazão para captação na própria barragem, a Copel também deve obrigatoriamente regular a vazão do rio a jusante da barragem assegurando o nível mínimo para a captação da Sanepar direta no Rio Pitangui. Portanto, mesmo se os níveis da barragem estiverem baixos por falta de chuvas, a Copel não pode fechar as comportas”, declarou a Sanepar.

Em outras palavras, o volume de água que passa pela barragem alimenta a captação de água diretamente no Rio Pitangui, de onde vem 70% da água potável consumida na cidade.

A Copel também se manifestou a respeito do tema. Veja o que disse a companhia:

“A Copel realiza monitoramento constante do reservatório e em tempo real, com as equipes do Centro de Operações de Geração e Transmissão e de operação local (usina) que, de acordo com as condições hidrometeorológicas, estabelecem a quantidade de energia a ser gerada e as manobras necessárias nas comportas. Toda a operação das usinas da Copel na região tem como premissas manter vazão adequada à captação de água da Sanepar localizada no rio Pitangui, a jusante da usina Pitangui; e níveis de água em Alagados dentro de limites operacionais que permitam à Sanepar captar de água no reservatório. Toda essa operação é acompanhada pelas equipes da Sanepar que mantém contato permanente com a Copel e, caso o nível da água chegue a uma metragem abaixo do limite estabelecido, a geração nas usinas é interrompida”.

A reportagem seguirá acompanhando os desdobramentos desse caso junto ao MPPR.

Leia também: Atual vazão no Alagados garante energia e água, dizem estatais

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