
Um novo supermercado de grande porte da rede Muffato, um Max Atacadista será implantado no bairro Cará-Cará, em Ponta Grossa, conforme Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) apresentado ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de PG (Iplan). O empreendimento será instalado em uma área de aproximadamente 16,4 mil metros quadrados, localizada entre a Avenida Siqueira Campos e a Rua Germano Justus, resultado da unificação de três lotes urbanos. A obra deve durar cerca de 140 dias.
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Características
O projeto do novo Max Atacadista prevê uma edificação térrea, com cerca de 10,3 mil metros quadrados de área construída, incluindo ampla área de vendas, setores de açougue, padaria, rotisseria, alimentos prontos, câmaras frias, áreas administrativas e estrutura completa de apoio aos funcionários. O supermercado contará com até 30 pontos de atendimento, entre caixas tradicionais e autoatendimento, além de estacionamento com 236 vagas para carros, motos e bicicletas, respeitando critérios de acessibilidade e mobilidade urbana.
A proposta arquitetônica prioriza funcionalidade e integração com o entorno, com volumetria horizontal, uso de estruturas pré-fabricadas, fachadas envidraçadas para iluminação natural e cobertura metálica com isolamento termoacústico. O empreendimento também reserva mais de 25% da área do terreno para espaços permeáveis, atendendo aos parâmetros urbanísticos da Zona Especial Logística (ZEL), onde está inserido.
Veja o EIV na íntegra abaixo:
Skip to PDF contentPessoal envolvido com o novo Max Atacadista
Durante a fase de obras, a estimativa é de até 150 trabalhadores atuando simultaneamente, com cronograma dividido entre terraplenagem, fundações e montagem da estrutura pré-fabricada. Já na fase de operação, o supermercado deverá empregar cerca de 225 funcionários diretos, distribuídos em três turnos, além de gerar centenas de postos de trabalho indiretos, com prioridade para a contratação de moradores da região.
O EIV aponta aumento significativo na circulação de veículos e pedestres, especialmente nos horários de pico. Para mitigar impactos à vizinhança, o projeto prevê acessos independentes para clientes e para carga e descarga, concentrados na Avenida Siqueira Campos, além de pátio interno exclusivo para manobras de caminhões. As entregas de mercadorias serão realizadas em horários previamente definidos e, sempre que possível, fora dos períodos de maior fluxo viário.
Entre as medidas mitigadoras previstas estão o agendamento das operações logísticas, controle de ruídos durante carga e descarga, implantação de sinalização viária adequada, reforço na segurança de pedestres, adequação de calçadas e travessias, além do uso de estacionamento interno para evitar ocupação das vias públicas. O estudo também recomenda monitoramento contínuo do tráfego e eventuais ajustes na sinalização e na microacessibilidade do entorno.
Do ponto de vista ambiental, o EIV indica que a área não incide sobre Áreas de Preservação Permanente e não abriga bens históricos ou culturais. A gestão de resíduos sólidos será realizada por empresa especializada, com separação e destinação adequada de recicláveis, enquanto o abastecimento de água, esgoto e energia elétrica será feito pelas concessionárias locais.
Agora, o Iplan avaliará o EIV, podendo solicitar alterações. Uma audiência pública também deve ser realizada para debater o documento, conforme publicação no Diário Oficial do Município assinada pelo presidente do instituto, Rafael Mansani.
