19 de julho de 2026

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Entidades emitem comunicado sobre a água em Ponta Grossa


Por Edilene Santos Publicado 25/02/2026 às 12h01
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Nível da represa dos Alagados está baixo, mostram imagens
Nível do Alagados está baixo / Foto: Divulgação

As instituições Sanepar, IDR-Paraná, Instituto Água e Terra, Adapar e Simepar divulgaram, no fim da manhã desta quarta-feira (25), um comunicado conjunto reconhecendo a preocupação da população de Ponta Grossa diante do odor e do gosto atípicos percebidos na água há pelo menos 30 dias.

De acordo com as instituições, a alteração está relacionada à forte proliferação de algas no reservatório Alagados, provocada principalmente pelo período prolongado de chuvas abaixo da média na microbacia do rio Pitangui. “A redução do volume de água, associada às altas temperaturas, favoreceu o aumento da concentração de nutrientes e o crescimento das algas, o que pode modificar temporariamente o cheiro e o sabor da água”, informou a nota.

As entidades ressaltam que, apesar da alteração sensorial, a água distribuída permanece dentro dos padrões de potabilidade e pode ser consumida com segurança. No entanto, informam que a normalização completa do odor e do gosto depende não apenas de medidas operacionais, mas também da recuperação natural do reservatório, com a retomada de chuvas em volume adequado e ações de manejo sustentável da bacia.

Providências tomadas

Entre as providências adotadas no sistema de abastecimento estão a perfuração e operacionalização de poços, o reforço no tratamento da água, ajustes operacionais contínuos, análises diárias e monitoramento intensivo da qualidade, além da instalação de novos equipamentos de medição e controle. No médio prazo, estão previstas melhorias e ampliações no sistema produtor e de tratamento de água.

Na área da bacia hidrográfica, estão em execução ações estruturantes como programas de conservação de solo e água em propriedades rurais, recuperação de nascentes e áreas sensíveis, mobilização regional para proteção da microbacia, pesquisas aplicadas para avaliação e redução de nutrientes que chegam ao reservatório, identificação das fontes de impacto e estudos científicos.

As instituições destacam que o processo de recuperação do reservatório não é imediato e está diretamente ligado ao comportamento das chuvas nos próximos meses. O grupo informou que seguirá atualizando a população de forma periódica, com transparência e responsabilidade, enquanto equipes técnicas permanecem mobilizadas para reduzir os impactos e acelerar a recuperação do sistema de abastecimento.

Com assessorias

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Edilene Santos
Edilene Santos

É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), especialista em Comunicação Política e Imagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em Jornalismo pela UEPG. Foi repórter no Jornal da Manhã e Página Um, assessora de comunicação na Prefeitura de Carambeí, produtora na Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e na Rede Massa TV Guará. Atuou no Diário dos Campos entre 2011 e 2017, retornando em 2023.