Entenda como se forma o granizo e por que é mais frequente na primavera


Por Edilene Santos
Granizo

Pedras de gelo que atingiram Ponta Grossa nesta segunda-feira (24) / Foto: Divulgação

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Pedras de gelo que atingiram Ponta Grossa nesta segunda-feira (24) / Foto: Divulgação

A primavera é conhecida pela maior incidência de tempestades no Sul e Sudeste do Brasil. Segundo o coordenador de operações do Simepar, Marco Jusevicius, esse aumento ocorre devido a uma combinação de fatores meteorológicos típicos da estação.

“Há maior disponibilidade de umidade vinda da Amazônia, além do contraste de temperaturas característico da primavera e de uma instabilidade atmosférica mais intensa nesse período. Esses elementos favorecem a formação de tempestades”, afirma Jusevicius.

Ele explica que o desenvolvimento de tempestades depende do movimento ascendente do ar em determinadas regiões. Quando o ar quente e úmido sobe, sua umidade condensa, formando nuvens que crescem em altura e intensidade, alimentadas pelo calor e pela umidade adicionais.

Esse levantamento do ar pode acontecer por diferentes mecanismos: a passagem de frentes frias, que empurram o ar da superfície para níveis mais altos; o relevo, quando massas de ar sobem ao encontrar montanhas; ou a convecção local, provocada por diferenças de temperatura na superfície.

Por que o granizo se forma

O coordenador do Simepar destaca que quase toda nuvem de tempestade contém granizo em seu interior. A explicação está na altura dessas nuvens, que ultrapassam a camada da atmosfera onde a temperatura fica abaixo de zero. “Boa parte da umidade presente nessa região é convertida em gelo”, detalha.

No interior das nuvens, correntes ascendentes — ventos que sobem da superfície — mantêm as pedras de gelo suspensas. Enquanto isso, elas continuam crescendo. Nem sempre, porém, o granizo chega ao solo.

“As pedras podem ser pequenas o suficiente para continuarem sustentadas pelo vento dentro da nuvem. Mas, quando atingem um tamanho que supera a força das correntes ascendentes, elas caem e se precipitam na superfície”, explica Jusevicius.

Confira:

*Com Assessorias

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