Em dez anos, mortes por Aids caem pela metade em Ponta Grossa

Um óbito em Ponta Grossa neste ano por HIV/Aids. Este dado é relevante e mostra o quanto o avanço das políticas públicas e ações estratégicas estão trazendo resultados significativos às pessoas que convivem com o vírus.
Este domingo (1º) é o Dia Mundial de Luta contra a Aids, assim como o Dezembro Vermelho, mês dedicado à conscientização sobre a doença – que ainda é incurável e sem vacina para prevenção.
De acordo com a Fundação Municipal de Saúde (FSM), este número de 2024 foi levantado até agosto, mas representa algo que vem ocorrendo em uma década na cidade. Em 2013, Ponta Grossa registrou 35 mortes por HIV/Aids (média de quase 3 por mês). Já em 2023, a quantidade caiu para 16. O pico de óbitos no período analisado foi em 2016, quando os registros chegaram a 42.

Fonte: Fundação Municipal de Saúde
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Número de pessoas diagnosticadas
De janeiro a agosto deste ano, 54 pessoas foram diagnosticadas com o vírus da Aids. Destes, 40 eram do sexo masculino e 14 do sexo feminino, segundo as estatísticas da FMS.
A faixa etária onde ocorreu o maior número de registros neste ano é entre 20 e 29 anos, seguido por 40 a 49 anos.
Em todo o ano de 2023, o número de positivados foi de 93. Já 2014 foi o que mais registrou diagnósticos da doença em Ponta Grossa: 144.

Fonte: Fundação Municipal de Saúde
Ampla testagem e tratamentos mais eficazes
O coordenador do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) e o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), Jean Zuber, ressalta que a redução das mortes reflete uma soma de fatores. “Esse declínio é resultado direto de uma série de avanços em políticas públicas e ações estratégicas, como a ampla testagem, melhoria do acesso ao tratamento antirretroviral, monitoramento e busca ativa”, explica.
Importância do SAE/CTA
Em Ponta Grossa, o SAE/CTA formam a base do atendimento no município. “A equipe multiprofissional oferece um cuidado integral que abrange o atendimento clínico, o suporte emocional e as orientações necessárias para enfrentar os desafios relacionados à infecção pelo HIV. Cada membro da equipe atua com carinho, respeito e dedicação, buscando compreender as especificidades de cada paciente e oferecendo um acolhimento que vai além do técnico”, observa Zuber.
“Neste sentido, o SAE/CTA desempenha um papel crucial para garantir o cuidado contínuo e eficiente, considerando que a adesão ao tratamento e o acompanhamento contínuo são pilares essenciais para assegurar a melhor qualidade de vida possível para todas as pessoas”, completa o coordenador.
Como fazer o teste?

No CTA/SAE, a comunidade tem acesso a testes rápidos de HIV, sífilis, hepatite B e C, gonorreia e tuberculose. As pessoas também recebem orientações , além de orientações sobre as possibilidades de prevenção para além do uso de preservativos, entre elas a Profilaxia Pós-Exposição de Risco ao HIV (PEP), destinada para pessoas que tiveram relação sexual em menos de 72 horas e que são negativas no teste rápido, podendo assim ter acesso a medicamentos que são tomados por 28 dias. Isso impede que elas venham a se infectar com o HIV. Também há a oferta da PrEP, a profilaxia de Pré-Exposição.
Serviço
SAE/CTA
Endereço: R. Comendador Miró, 1420 – Centro, próximo à Rodoviária
Horário: 7 às 16 horas, de segunda a sexta-feira
