04 de junho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Em dez anos, mortes por Aids caem pela metade em Ponta Grossa


Por Edilene Santos Publicado 29/11/2024 às 21h23 Atualizado 25/02/2026 às 22h23
Ouvir: 00:00
Foto: Divulgação

Um óbito em Ponta Grossa neste ano por HIV/Aids. Este dado é relevante e mostra o quanto o avanço das políticas públicas e ações estratégicas estão trazendo resultados significativos às pessoas que convivem com o vírus.

Este domingo (1º) é o Dia Mundial de Luta contra a Aids, assim como o Dezembro Vermelho, mês dedicado à conscientização sobre a doença – que ainda é incurável e sem vacina para prevenção.

De acordo com a Fundação Municipal de Saúde (FSM), este número de 2024 foi levantado até agosto, mas representa algo que vem ocorrendo em uma década na cidade. Em 2013, Ponta Grossa registrou 35 mortes por HIV/Aids (média de quase 3 por mês). Já em 2023, a quantidade caiu para 16. O pico de óbitos no período analisado foi em 2016, quando os registros chegaram a 42.

Fonte: Fundação Municipal de Saúde

Leia também: PG oferece testes rápidos de HIV em ação neste sábado

Número de pessoas diagnosticadas

De janeiro a agosto deste ano, 54 pessoas foram diagnosticadas com o vírus da Aids. Destes, 40 eram do sexo masculino e 14 do sexo feminino, segundo as estatísticas da FMS.

A faixa etária onde ocorreu o maior número de registros neste ano é entre 20 e 29 anos, seguido por 40 a 49 anos.

Em todo o ano de 2023, o número de positivados foi de 93. Já 2014 foi o que mais registrou diagnósticos da doença em Ponta Grossa: 144.

Fonte: Fundação Municipal de Saúde

Ampla testagem e tratamentos mais eficazes

O coordenador do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) e o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), Jean Zuber, ressalta que a redução das mortes reflete uma soma de fatores. “Esse declínio é resultado direto de uma série de avanços em políticas públicas e ações estratégicas, como a ampla testagem, melhoria do acesso ao tratamento antirretroviral, monitoramento e busca ativa”, explica.

Importância do SAE/CTA

Em Ponta Grossa, o SAE/CTA formam a base do atendimento no município. “A equipe multiprofissional oferece um cuidado integral que abrange o atendimento clínico, o suporte emocional e as orientações necessárias para enfrentar os desafios relacionados à infecção pelo HIV. Cada membro da equipe atua com carinho, respeito e dedicação, buscando compreender as especificidades de cada paciente e oferecendo um acolhimento que vai além do técnico”, observa Zuber.

“Neste sentido, o SAE/CTA desempenha um papel crucial para garantir o cuidado contínuo e eficiente, considerando que a adesão ao tratamento e o acompanhamento contínuo são pilares essenciais para assegurar a melhor qualidade de vida possível para todas as pessoas”, completa o coordenador.

Como fazer o teste?

(foto: divulgação/PMPG)

No CTA/SAE, a comunidade tem acesso a testes rápidos de HIV, sífilis, hepatite B e C, gonorreia e tuberculose. As pessoas também recebem orientações , além de orientações sobre as possibilidades de prevenção para além do uso de preservativos, entre elas a Profilaxia Pós-Exposição de Risco ao HIV (PEP), destinada para pessoas que tiveram relação sexual em menos de 72 horas e que são negativas no teste rápido, podendo assim ter acesso a medicamentos que são tomados por 28 dias. Isso impede que elas venham a se infectar com o HIV. Também há a oferta da PrEP, a profilaxia de Pré-Exposição.

Serviço

SAE/CTA

Endereço: R. Comendador Miró, 1420 – Centro, próximo à Rodoviária

Horário: 7 às 16 horas, de segunda a sexta-feira

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.