
O Museu Campos Gerais, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), está à frente de um projeto inovador que promete transformar o acesso à história regional. Com financiamento do Governo do Estado do Paraná, por meio do programa Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação, o museu está digitalizando o acervo do Jornal Diário dos Campos, incorporando-o a um sistema de pesquisa com tecnologia de inteligência artificial em desenvolvimento.
Sistema inovador de pesquisa no Museu Campos Gerais
O sistema fará um cruzamento entre os dados, que estão disponíveis, por exemplo, no acervo do Diário dos Campos armazenado no museu, com outros documentos históricos, como cartas, atas, livros e fotografias, ampliando o acesso à memória da região.
Para o professor Niltonci Batista Chaves, diretor-geral do Museu Campos Gerais, a iniciativa posiciona o museu como um polo de tecnologia, ciência e inovação. “Estamos investindo na geração de um grande repositório, que permitirá acesso a documentos raros e valiosos sobre nossa história e identidade”, afirmou.
“A inteligência artificial ajuda a descrever cada registro e criar um índice aprofundado, permitindo um curador digital que interage com o público e aprimora a pesquisa”, explicou o professor Edson Armando Siilva. “Estamos colocando a UEPG como protagonista de um processo nacional”, destacou.
Acervo do Diário dos Campos será incorporado à IA
A fase inicial do projeto envolve higienização e digitalização dos jornais físicos do DC, garantindo a preservação dos materiais históricos. Após esse processo, os documentos são convertidos para formato digital e refinados com ajustes técnicos. Posteriormente, passam pela extração de metadados, que facilita a pesquisa por meio de palavras-chave e categorias.
O projeto conta com reconhecimento óptico de caracteres (OCR) para identificar o conteúdo dos jornais e alimentar um banco de dados inteligente. Após as fases de digitalização, metadados e OCR, o material vai para a chamada “área de testes”, onde acontecem os experimentos com inteligência artificial.
Quando o sistema estará disponível?
Com o servidor ainda em fase de aquisição, a previsão é que, dentro de um ano, um volume significativo de informações esteja disponível para consulta. “Sentimos gratidão e responsabilidade por desenvolver isso dentro de uma universidade pública”, completou Niltonci
