03 de junho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

CPI da Sanepar cobra revisão do Plano de Saneamento de PG


Por Edilene Santos Publicado 27/02/2025 às 21h12 Atualizado 25/02/2026 às 20h16
Ouvir: 00:00
Foto: Divulgação/CMPG

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara de Vereadores de Ponta Grossa ouviu, na tarde desta quinta-feira (27), os primeiros depoimentos. O ex-secretário municipal de Meio Ambiente, Sandro Bandeira, e a atual titular da pasta, Carla Kritski, foram sabatinados polos membros da CPI.

Os depoimentos foram solicitados para entender o andamento da revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico e o que a Prefeitura fez e está fazendo em relação à Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). A CPI foi aberta depois que a empresa começou a realizar ‘manobras de distribuição’ de água na cidade, no dia 13 de fevereiro.

O Plano, lembraram os vereadores, foi revisado pela última vez em 2020 e deveria ter sido conferido novamente ano passado, já que a revisão precisa ocorrer, segundo a legislação municipal, a cada quatro anos. Sandro ficou no cargo de setembro de 2023 a abril de 2024 e solicitou informações à Sanepar para elaborar a revisão. “Solicitei uma reunião com eles porque as respostas não tinham sido satisfatórias”, comentou.

A atual secretária, por sua vez, disse que a revisão do Plano está finalizada e deverá ser apresentada ao Legislativo em março.

Multas para a Sanepar

Questionada mais de uma vez acerca de aplicação de multas à Sanepar, Carla frisou que a responsabilidade pela fiscalização da Companhia é da Agência Reguladora de Serviços Públicos (Agepar), ligada ao governo do Estado. Desde a prorrogação do contrato com a prefeitura até 2048, é a Agepar que recebe as reclamações e tem a competência para aplicar multas. “Nossa fiscalização é apenas sobre o contrato”, disse a secretária.

Fundo Municipal de Saneamento

Carla destacou ainda a criação do Fundo Municipal de Saneamento nas próximas semanas. Atualmente, os recursos provenientes do acordo com a Sanepar vão para o Fundo Municipal do Meio Ambiente, que será mantido.

Por que está faltando água em PG?

Em seu depoimento à CPI, a secretária Carla Kritski endossou o argumento da Sanepar sobre o motivo pelo qual está falando água nas casas dos ponta-grossenses. “Hoje não há problema nos reservatórios. O problema está no tanque de tratamento. Aumentou o consumo em 25% devido às altas temperaturas. Isso deu problema na questão da distribuição. Não dá tempo de a água tratada ir para a distribuição. Tem que manter um nível mínimo de água no reservatório”, declarou. Segundo ela, a Sanepar não pode soltar a água para a rede de distribuição senão o tanque entra em “colapso”.

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.