CPI da Sanepar cobra revisão do Plano de Saneamento de PG

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara de Vereadores de Ponta Grossa ouviu, na tarde desta quinta-feira (27), os primeiros depoimentos. O ex-secretário municipal de Meio Ambiente, Sandro Bandeira, e a atual titular da pasta, Carla Kritski, foram sabatinados polos membros da CPI.
Os depoimentos foram solicitados para entender o andamento da revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico e o que a Prefeitura fez e está fazendo em relação à Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). A CPI foi aberta depois que a empresa começou a realizar ‘manobras de distribuição’ de água na cidade, no dia 13 de fevereiro.
O Plano, lembraram os vereadores, foi revisado pela última vez em 2020 e deveria ter sido conferido novamente ano passado, já que a revisão precisa ocorrer, segundo a legislação municipal, a cada quatro anos. Sandro ficou no cargo de setembro de 2023 a abril de 2024 e solicitou informações à Sanepar para elaborar a revisão. “Solicitei uma reunião com eles porque as respostas não tinham sido satisfatórias”, comentou.
A atual secretária, por sua vez, disse que a revisão do Plano está finalizada e deverá ser apresentada ao Legislativo em março.
Multas para a Sanepar
Questionada mais de uma vez acerca de aplicação de multas à Sanepar, Carla frisou que a responsabilidade pela fiscalização da Companhia é da Agência Reguladora de Serviços Públicos (Agepar), ligada ao governo do Estado. Desde a prorrogação do contrato com a prefeitura até 2048, é a Agepar que recebe as reclamações e tem a competência para aplicar multas. “Nossa fiscalização é apenas sobre o contrato”, disse a secretária.
Fundo Municipal de Saneamento
Carla destacou ainda a criação do Fundo Municipal de Saneamento nas próximas semanas. Atualmente, os recursos provenientes do acordo com a Sanepar vão para o Fundo Municipal do Meio Ambiente, que será mantido.
Por que está faltando água em PG?
Em seu depoimento à CPI, a secretária Carla Kritski endossou o argumento da Sanepar sobre o motivo pelo qual está falando água nas casas dos ponta-grossenses. “Hoje não há problema nos reservatórios. O problema está no tanque de tratamento. Aumentou o consumo em 25% devido às altas temperaturas. Isso deu problema na questão da distribuição. Não dá tempo de a água tratada ir para a distribuição. Tem que manter um nível mínimo de água no reservatório”, declarou. Segundo ela, a Sanepar não pode soltar a água para a rede de distribuição senão o tanque entra em “colapso”.
