
Moradores de Ponta Grossa ficaram comovidos com a morte do jovem Eduardo Wazne Pedroso, estudante do Centro de Referência Ponta Grossa do IFPR. Ele faleceu na manhã deste sábado (20), aos 16 anos, no Hospital Santa Casa.
Em um gesto emocionante, a Santa Casa de Ponta Grossa divulgou um vídeo em que Eduardo é conduzido ao centro cirúrgico para a doação de órgãos, autorizada pela família. O momento foi marcado por aplausos, balões brancos e homenagens de familiares e profissionais do hospital, em um ato simbólico chamado “Corredor da Honra”.
Na publicação, o hospital destacou:
“Hoje o Hospital Santa Casa se encheu de silêncio, lágrimas e gratidão. No Corredor da Honra, familiares e colaboradores prestaram sua última homenagem de despedida ao jovem Eduardo Pedroso. Em um gesto de imenso amor, sua família escolheu a doação de órgãos, permitindo que a vida renasça em muitos.”
A notícia abalou amigos e familiares, que lamentaram a perda. “Você vai ser lembrado por todos nós sempre, irmão. A gente ama você demais”, escreveu um colega em uma nota de pesar publicada pelo IFPR. Outro comentário destacou: “Sua partida deixa um vazio em todos que tiveram a oportunidade de conhecer você. Guardarei com carinho as lembranças que tenho. Descanse em paz.”
O Instituto Federal do Paraná também prestou homenagem:
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do nosso querido Eduardo (aluno do Centro de Referência Ponta Grossa), ocorrido hoje às 12h40. Neste momento de dor, encontramos conforto em saber que, através da doação de seus órgãos, o Eduardo continuará espalhando vida e esperança para inúmeras pessoas.”
O velório aconteceu na Capela do Cemitério Parque Campos Gerais, onde amigos e familiares puderam prestar suas últimas homenagens.
Doação de Órgãos
Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, a doação de órgãos e tecidos só será realizada após a autorização familiar.
Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista de espera. A lista é única, organizada por estado ou região, e monitorada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
A melhor maneira de garantir efetivamente que a vontade do doador seja respeitada, é fazer com que a família saiba sobre do desejo de doar do parente falecido. Na maioria das vezes os familiares atendem a esse desejo, por isso a informação e o diálogo são absolutamente fundamentais, essenciais e necessários.
Não é preciso registrar a intenção de ser doador em cartórios, nem informar em documentos o desejo de doar, mas sua família precisa saber sobre o seu desejo de se tornar um doador após a morte, para que possa autorizar a efetivação da doação.
