“Cenário está mais favorável a porto seco em PG”, diz delegado da Receita

O delegado da Receita Federal em Ponta Grossa, Remy Deiab Junior, respondeu ao Diário dos Campos alguns questionamentos referentes ao processo de eventual instalação de Porto Seco na cidade. Para ele, as condições são mais favoráveis hoje que nas últimas duas décadas.
Diário dos Campos: Já houve outros estudos para instalação de um Porto Seco em PG, e que não vingaram. Por que agora será diferente?
Remy Deiab Junior: Diferentemente do que ocorreu com outros três pedidos que foram apresentados por Ponta Grossa nos últimos 20 anos (todos não exitosos, seja em virtude de indeferimentos, seja por conta de licitação deserta), avalio que o cenário se apresenta tecnicamente mais favorável para a eventual aprovação do pleito.
DC: Qual é sua participação nesse processo?
Deiab Junior: Enquanto cidadão ponta-grossense, quero que dê certo. Enquanto Delegado da RFB em Ponta Grossa, estou envidando todos os esforços institucionais, respeitando-se os requisitos legais, para que a medida seja exitosa, pois certamente atenderá o interesse público e atuará como um poderoso indutor do crescimento econômico da nossa região.
DC: Quais fatores servem para reforçar a necessidade do Porto Seco?
Deiab Junior: Estamos considerando a notável evolução sustentada das condições econômicas (PIB, VAF, arrecadação, renda, emprego, importações, exportações, etc.), sociais (educação, saúde, etc.), infraestruturais (energia, entroncamento rodoferroviário, etc.), estratégicas (volume de investimentos de multinacionais já anunciados e em execução, da ordem de R$ 15 bilhões) e de projeções de ciclo de crescimento no médio e longo prazo de Ponta Grossa e da região dos Campos Gerais, bem como a robustez do estudo de viabilidade técnica que foi apresentado à RFB nessa semana.
DC: Quais as próximas ações para a instalação?
Deiab Junior: Numa segunda etapa, caso o pleito seja deferido, será instaurado o complexo rito do procedimento licitatório. Caso alguém vença o procedimento licitatório, cumprindo as condições legais e editalícias e demonstrado possuir condições econômicas e estrutura necessárias para o operar o porto seco, de modo que também se tenha segurança jurídica, inicia-se uma terceira etapa. Esta também é complexa e com suas peculiaridades, qual seja, os procedimentos para a efetiva instalação e operação do porto seco em PG, que demandará atuação do município, da união, de vários órgãos governamentais e também da iniciativa privada.

