Casos positivos de covid crescem nas três UPAs de Ponta Grossa


Por Danilo Kossoski
Fachada da UPA Uvaranas, em Ponta Grossa

UPA Uvaranas também apresentou aumento nos testes positivados / Foto: José Aldinan - Arquivo DC

Fachada da UPA Uvaranas, em Ponta Grossa
UPA Uvaranas também apresentou aumento nos testes positivados / Foto: José Aldinan - Arquivo DC

As três Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) 24 horas de Ponta Grossa – UPA Santana, UPA Santa Paula e UPA Uvaranas – registraram aumento no total de casos positivos de covid-19. Levantamento do Diário dos Campos aponta que houve crescimento nos casos positivos em novembro, comparado a outubro, mesmo com leve redução no número total de testes realizados. As estatísticas das UPAs são referentes apenas a pacientes que apresentaram sintomas.

Cenário da covid em Ponta Grossa

O registro das UPAs da cidade, que inclui a UPA Santana, UPA Santa Paula e UPA Uvaranas, demonstra que o número total de casos confirmados de covid-19 subiu de 33 em outubro para 38 em novembro. Os dados foram fornecidos pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), a pedido do Diário dos Campos.

Na UPA Santana, o número de casos testados aumentou de 60 em outubro para 91 em novembro, com os casos positivos variando de 14 para 15 no mesmo período. A UPA Santa Paula viu uma redução nos casos testados (de 89 para 77) e um pequeno aumento nos positivos (de 13 para 14). Já a UPA Uvaranas registrou 126 casos testados em outubro, com 6 positivos, caindo para 97 casos testados em novembro, mas com um aumento nos positivos para 9.

Isso sugere que o vírus está circulando em maior proporção entre a população que está buscando atendimento e sendo testada. Isso é um sinal de alerta para a vigilância de que a transmissão comunitária está se intensificando, mesmo que os dados sejam provenientes apenas de pacientes sintomáticos que procuram as UPAs.

Estatísticas de casos de covid-19 nas UPAs de Ponta Grossa

UPAOutubro (Testados)Outubro (Positivos)Novembro (Testados)Novembro (Positivos)Variação Percentual de Positivos (Nov vs. Out)
Santana60149115+7,14% (Aumento de 1 caso)
Santa Paula89137714+7,69% (Aumento de 1 caso)
Uvaranas1266979+50,00% (Aumento de 3 casos)
Total (UPAs)2753326538+15,15% (Aumento de 5 casos)

Fonte: INDSH


Panorama da covid-19 no Paraná (SE 01 a 45/2025)

No âmbito estadual, o Paraná notificou 21.775 casos e 184 óbitos de covid-19 até a Semana Epidemiológica (SE) 45 de 2025 (período de 29/12/2024 a 08/11/2025). Foram 184 óbitos de residentes do estado. A incidência de covid-19 foi de 187,8 casos a cada 100 mil habitantes, e a taxa de mortalidade foi de 1,59 óbitos a cada 100 mil habitantes. Os dados são do mais recente Informe de Vírus Respiratórios divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SESA) no dia 13 de novembro.

A vigilância da covid-19 no Paraná é realizada através da Vigilância Sentinela de Síndrome Gripal (SG) e da Vigilância Universal dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizados e óbitos.

Estatísticas gerais de 2025

No contexto da vigilância universal de SRAG, que monitora casos e óbitos hospitalizados, foram notificados 27.533 casos de SRAG hospitalizado, dos quais 1.135 (4,1%) foram confirmados como SRAG por covid-19. Em relação aos óbitos notificados por SRAG, 154 (8,9%) foram por SRAG por covid-19.

Circulação viral e perfil de agravamento

Na Vigilância Sentinela da Síndrome Gripal, das 6.580 amostras processadas no Estado até a SE 45/2025, 417 (17,5%) tiveram resultados positivos para covid-19. O aumento da circulação de casos de SG por covid-19 no estado é verificável a partir da semana epidemiológica 31, divulgada em 6 de agosto.

O perfil dos casos de SRAG por covid-19 hospitalizados:

  1. Idade e gravidade: A mediana de idade para os casos de SRAG por covid-19 foi de 66 anos (variando de 0 a 99 anos), e para os óbitos foi de 75 anos (variando de 0 a 99 anos). A faixa etária acima de 80 anos concentrou o maior número de casos e óbitos de SRAG por covid-19. O SARS-CoV-2 foi a principal etiologia identificada nos indivíduos maiores de 80 anos.
  2. Fatores de risco: Quase 91% (1.031) dos casos hospitalizados tinham pelo menos um fator de risco relatado, sendo esta frequência de 97,4% (150) nos óbitos. Os fatores mais frequentes em casos e óbitos foram: idade acima de 60 anos (57,7%) e doença cardiovascular crônica (32,1%).
  3. Sintomas comuns: Os sinais e sintomas mais frequentes nos casos hospitalizados foram tosse (68,8%), dispneia (56,5%), febre (54,1%) e desconforto respiratório (53,9%).
  4. Ventilação: 12,8% (145) dos casos de SRAG por covid-19 utilizaram suporte ventilatório invasivo.
  5. Vacinação: 84,7% (961) dos casos e 91,6% (141) dos óbitos por SRAG por covid-19 receberam pelo menos uma dose da vacina desde o início da campanha de 2021.

Recomendações e abrangência municipal

O informe reforça a importância de que grupos de risco recebam a dose de reforço contra a covid-19 anualmente, e que idosos e imunocomprometidos a recebam a cada 6 meses.

Dos 399 municípios do Paraná, 42,9% (171) apresentaram casos de SRAG hospitalizado por covid-19, e 14,3% (57) tiveram a ocorrência de óbitos por covid-19 no período avaliado. A Regional de Saúde de Ponta Grossa (3ª RS) notificou 32 casos e 3 óbitos de SRAG por covid-19. A capital, Curitiba (2ª RS – Metropolitana), concentrou 174 casos e 17 óbitos de SRAG por covid-19.

A vigilância universal de SRAG monitora casos graves para identificar o comportamento dos vírus respiratórios e orientar a tomada de decisão. Manter ambientes bem ventilados, higienizar as mãos frequentemente e buscar atendimento médico em caso de sintomas compatíveis com Síndrome Gripal são medidas preventivas gerais recomendadas.

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