Candidato a vereador em PG é eleito com votação inferior a outros 17 que não garantiram vaga. Por que isso acontece?


Por politica

(Arquivo DC)

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As eleições proporcionais, como a de vereadores, sempre causam muitas dúvidas em eleitores. Uma das principais, e que muitas vezes é considerada até uma grande injustiça, é que candidatos com mais votos que outros acabam não se elegendo, enquanto outros, menos votados, garantem uma vaga no legislativo.

Isso é o que aconteceu com o vereador Valtão (PRTB). Valtão fez 1.043 votos, a menor votação entre os candidatos a vereador eleitos, e conseguiu garantir a permanência na Câmara. Para se ter ideia, 17 candidatos de diversos partidos fizeram votação maior que Valtão e não foram eleitos.

Mas, afinal, por que isso acontece? Isso se deve porque as cadeiras são preenchidas a partir dos cálculos de quociente partidário e quociente eleitoral. O quociente eleitoral é obtido da divisão do número de votos válidos pelo número de vagas da Câmara, que é 19.

Depois, o quociente partidário – que é o número de cadeira que o partido terá direito – é definido dividindo a votação obtida pelo partido pelo quociente eleitoral. E aí as cadeiras são ocupadas pela ordem de votação dos vereadores dentro de cada partido.

No caso de Valtão, a soma de votos garantiu ao PRTB uma vaga na Câmara na próxima legislatura; e, como Valtão teve a maior votação entre os candidatos do partido, isso garantiu sua reeleição, mesmo que sua votação fosse abaixo que a obtida por outros vereadores.

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