Camila Kanayama vai responder por homicídio triplamente qualificado

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou por homicídio triplamente qualificado Camila Mayumi Kanayama, de 26 anos. Ela é investigada por ter matado a própria mãe, Doraci do Rocio Kanayama (58 anos), com golpes de faca em Ponta Grossa.
O crime ocorreu na residência em que a ré residia com a vítima, tendo a denunciada desferido pelo menos sete golpes de faca contra a mãe.
A motivação para o crime, conforme nota do MPPR, teria sido uma discussão causada pela devolução de um aparelho de telefone celular.

Na mesma situação, na noite do dia 9 de fevereiro (quinta-feira), Camila também teria agredido o seu irmão Willian, razão pela qual foi requerida criminalmente por lesão corporal pelo Ministério Público.
No homicídio foram considerados como qualificadoras o motivo fútil, o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e o feminicídio, uma vez que o crime ocorreu por razões da condição de sexo feminino da vítima, no âmbito de relações domésticas e familiares. De acordo com as apurações do caso, já havia histórico de violência de Camila contra Doraci.
A jovem está presa desde o dia 10 de fevereiro no Complexo Médico Penal, na Região Metropolitana de Curitiba. Foi para a capital do estado que ela tentou fugir após o assassinato. Lá procurou ajuda de uma UPA para tratar ferimentos que sofreu durante a fuga. No entanto, passou um nome falso. Apesar da tentativa, a história contada por Camila chamou a atenção da Guarda Municipal de Curitiba, que acionou outras autoridades policiais, culminando na verdadeira identificação dela e na prisão.
