03 de julho de 2026

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Câmara rejeita veto a lei sobre anestesia em castrações em PG


Por Cícero Goytacaz Publicado 27/04/2026 às 16h50
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Foto: Arquivo/DC

A Câmara Municipal de Ponta Grossa rejeitou o veto da prefeita Elizabeth Schmidt à Lei Municipal nº 15.817, que propõe um protocolo mais rígido de anestesia geral e analgesia em todas as castrações de cães e gatos, custeadas ou apoiadas pela Prefeitura. O veto foi rejeitado com 10 votos a 7, pelos vereadores presentes na sessão desta segunda-feira (27).

O plenário se manifestou sobre a proposta, durante a votação pela admissibilidade do veto. O autor da lei, vereador Geraldo Stocco (PV), argumentou que a contenção química – uso de tranquilizantes, sedativos e anestésicos para induzir a sedação de cães e gatos no procedimento de castração – não é orientada pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária.

“Os animais estão sendo castrados com contenção química. Sua norma é muito antiga e ainda não foi reformulada. Ninguém exige a contenção química e inclusive o Conselho de Medicina Veterinária orienta a não usá-la. (…) Muitos animais não resistiram porque não foi utilizada a analgesia correta no município”, defendeu.

Stocco disse ainda que recebeu uma nota do Conselho, que apontou “informações deturpadas no vídeo publicado pela prefeita Elizabeth”, em que ela se manifesta sobre o veto.

Apoio de vereadores

Vereadores como Ricardo Zampieri (PL) e Joce Canto (PP) também se posicionaram contrários ao veto. “Vetam a lei, mas não propõem nenhuma solução para o problema. Essa é uma pauta que não tem lado político, trata-se de bem-estar animal”, manifestou Zampieri. “A situação está sendo precarizada, precisamos ter mais amor pelos animais”, defendeu Joce.

Além deles, Guilherme Mazer (PT), Teka dos Animais (UNIÃO) e Ede Pimentel (PDT) também defenderam que o veto fosse rejeitado.

O outro lado

Líder do governo Elizabeth na Câmara, o vereador Pastor Ezequiel Bueno (DC) argumentou que o veto se deu por razões técnicas. “Os técnicos destacaram que é preciso analisar caso a caso (de animais em castrações). De maneira alguma minha palavra é contra os animais. A defesa (do veto) diz respeito aos trabalhadores, no caso ao cirurgião veterinário responsável pelo procedimento, para que ele possa analisar e trabalhar de maneira adequada para cada caso”, disse.

Próximos passos

Com a derrubada do veto, o texto da legislação fica mantido e a lei deverá ser promulgada, impondo a anestesia geral e analgesia adequada nos procedimentos de castrações do município.

O texto agora retorna à Prefeitura em um prazo de dez dias. Após recebê-lo, o Executivo tem 48 horas para promulgar a lei; caso não promulgue, volta ao Legislativo, que terá cinco dias para promulgá-la. A Prefeitura pode entrar na Justiça para que a lei não seja cumprida.

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Cícero Goytacaz
Cícero Goytacaz

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 2022, repórter de Política do Diário dos Campos. Tem experiência com redação de jornal impresso, sites de notícias, rádio esportivo e transmissões de futebol. Atuou como repórter setorista do Operário Ferroviário Esporte Clube.