Associação de Patrimônio Cultural defende tombamentos de igrejas em PG


Por Matheus Dias
Igreja da Transfiguração em pauta sobre tombamentos de igrejas

Foto: reprodução/APPAC.

Igreja da Transfiguração em pauta sobre tombamentos de igrejas
Foto: reprodução/APPAC.

Em artigo divulgado nesta segunda-feira (20), a Associação de Preservação do Patrimônio Cultural e Natural em Ponta Grossa (APPAC) se posicionou sobre o processo de tombamento de nove igrejas do Município – proposto pela Prefeitura de Ponta Grossa em projeto de lei enviado à Câmara Municipal. Ao longo do texto, a APPAC destaca a importância do tombamento como elemento fundamental para a preservação da memória e da identidade social de toda a comunidade.

No documento, assinado pelas historiadoras Letícia Almeida, Samara Hevelize e Elizabeth Johansen, além da geógrafa Viviane Calikevstz, as representantes da Associação ressaltam o caráter técnico do processo de tombamento e que “proteger o patrimônio ultrapassa a noção da preservação material, mas se constitui como um instrumento de promoção da cidadania e do direito à memória, onde a efetivação depende da atuação conjunta entre poder público e sociedade”, explicam as profissionais.

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Além de detalhar as etapas do processo em todos os níveis, a publicação reforça que, em Ponta Grossa, o “Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac), criado em 1999, reúne representantes de diferentes setores da sociedade civil e do poder público, garantindo que as decisões sejam construídas de forma participativa”, apontam Leticia, Samara, Viviane e Elizabeth.

Riscos à proteção dos patrimônios no futuro

Diante do debate sobre a necessidade ou não do tombamento das igrejas em Ponta Grossa, as historiadoras da APPAC demonstram preocupação com um eventual embate político sobre o tema – em detrimento da análise técnica sobre as justificativas apresentadas pela Prefeitura. “A recusa pelo tombamento coloca em risco esse patrimônio que pertence à coletividade, comprometendo a preservação da memória e da identidade social, além de limitar o potencial de desenvolvimento econômico associado ao turismo cultural”, frisa o documento.

Foto publicada na página da APPAC lembra caso da antiga catedral de PG. Foto: reprodução.

O artigo na íntegra está disponível no link https://appac.org.br/noticias/8483/patrimonio-cultural–direito-coletivo-responsabilidade-compartilhada.

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