Ação conjunta mira combate a cigarros eletrônicos em escolas de PG


Por Edilene Santos
Homem usando cigarro eletrônico

Imagem ilustrativa / Foto: Divulgação

Homem usando cigarro eletrônico
Imagem ilustrativa / Foto: Divulgação

O Ministério Público do Paraná (MP) emitiu, nesta semana, uma recomendação a diversos órgãos públicos de Ponta Grossa – especialmente aos que atuam com crianças e adolescentes – com o objetivo de fechar o cerco ao comércio e uso de cigarros eletrônicos. O documento, assinado por três promotoras de Justiça, foi publicado após uma provocação feita pela Liga Desportiva de Ponta Grossa (LDPG) e Conselho Tutelar.

Segundo informações obtidas com a LDPG, a entidade observou redução de preparo e rendimento de alguns atletas e descobriu que entre os adolescentes atendidos havia consumo de dispositivos eletrônicos para fumar (DEF), também conhecidos por ‘vapes’ e ‘pods’. A Liga treina atletas para o basquete a partir de 12 anos.

De acordo com a instituição, descobriu-se que muitos pais nem sabem que os filhos adquirem e fazem uso do cigarro, muitas vezes entregue por delivery.

Cigarros eletrônicos no ambiente escolar

O comandante da Patrulha Escolar Comunitária de Ponta Grossa, Paulo Cesar Marcondes, afirma que o uso dos dispositivos é um dos grandes problemas nos ambientes educacionais hoje. “Estamos atendendo várias situações relacionadas”, disse ao Diário dos Campos.  

O Núcleo Regional de Educação informou, por meio de sua assessoria, que somente em uma semana foram recolhidos 399 cigarros eletrônicos em escolas da rede estadual do município. A ação foi realizada entre os dias 30 de maio e 6 de junho e coordenada pela Secretaria de Estado da Educação em conjunto com a Secretaria da Segurança Pública.

Cigarros eletrônicos apreendidos em escolas do Paraná / Foto: SEED

“Além do recolhimento e descarte correto dos dispositivos, a Seed-PR mantém ações contínuas de conscientização nas salas de aula, alertando estudantes sobre os riscos à saúde e reforçando o cumprimento da lei que proíbe o uso e a posse desses produtos”, informou o Núcleo de Educação.

O que diz a recomendação do MP:

O documento do MP, ao qual o DC teve acesso, destaca a proibição da “fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar”.

A recomendação é direcionada para:

Órgãos de segurança (Polícias Civil e Militar e Guarda Municipal):

Fundação Municipal de Saúde e Vigilância Sanitária:

Secretaria Municipal de Educação, Núcleo Regional de Educação, Conselhos Tutelares, Universidade Estadual de Ponta Grossa e demais instituições de ensino superior:

Os órgãos relacionados têm prazo de 30 dias para que se manifestem sobre a decisão do MP, que é assinada pelas promotoras Eliane Miyamoto Fortes, Caroline Schaffka Teixeira de Sá e Vanessa Harmuch Perez Erlich.

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