
Mãe e filha, moradoras de Ponta Grossa, vivem um drama pessoal no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. A filha de Eva Aparecida de Quadros, de 10 anos, aguarda por um transplante de fígado. Com uma condição congênita, a menina tem diversos problemas de saúde decorrentes da insuficiência do fígado e depende de um transplante para sobreviver.
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Segundo a mãe, dois órgãos doados já foram perdidos porque não havia transporte aéreo para buscar os fígados. A parte humana precisa ser transplantada em até quatro horas no novo paciente para que possa ser aproveitada, aumentando as chances de sucesso da cirurgia. Um dos órgãos foi doado no interior da Bahia e o outro em Brasília.
Em nota, a Secretaria de Saúde do Paraná (SESA), informou à reportagem que “ a doação de órgãos (fígado) para a referida paciente foram realizadas por outros Estados, sendo assim, a logística para transporte não iria atender aos horários estipulados entre a captação, transporte e implantação do órgão em tempo hábil, inviabilizando o transplante para esta paciente”, disse em nota. A CET afirmou que está em alerta para eventuais novos órgãos.
Não é a primeira vez que a menina recebe um transplante de fígado. Aos oito meses, ela recebeu parte do fígado de uma tia paterna. À época, revela a mãe, os médicos informaram que o órgão poderia funcionar adequadamente por cerca de 10 anos. Seguindo as previsões, agora a jovem precisa de um fígado inteiro vindo de um paciente falecido.
Enquanto o transplante não acontecer, mãe e filha não poderão deixar o hospital e a menina permanece internada. Com recente piora em seu quadro, a menina apresenta febre, inchaço, pele e olhos amarelos, hérnia no abdômen, entre outros problemas. Eva, a mãe, espera apoio de autoridades e do Estado para obter o transplante que salvará sua filha.