
A Polícia Civil de Ponta Grossa concluiu o inquérito sobre a morte do auxiliar de serviços gerais Rodrigo Ramos de Lara, 37 anos, e indiciou um rapaz de 22 anos por homicídio qualificado. O Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP) identificou que o crime, ocorrido na madrugada de 3 de novembro, foi motivado por um desentendimento devido ao barulho na residência da vítima.
Segundo o delegado Luis Gustavo Timossi, responsável pelo caso, o crime foi provocado por “um motivo absolutamente desproporcional”, já que o investigado alegou estar incomodado com a movimentação e a “algazarra” de vizinhos que se reuniam com frequência no local. O caso ocorreu na vila Coronel Cláudio, bairro Uvaranas.
Perturbação do sossego
Durante o depoimento, o jovem afirmou que chegava de longas jornadas de trabalho e que precisava descansar, dizendo ainda que sua filha pequena “tentava dormir” no momento em que decidiu ir até a casa vizinha “exigir silêncio”, armado com uma faca. Após discussão, ele desferiu golpes contra Rodrigo, que tentou fugir, mas morreu no local.
As investigações concluíram que o homicídio foi qualificado tanto pelo motivo fútil quanto pela impossibilidade de defesa da vítima, surpreendida pelos ataques. Timossi destacou que “não há qualquer registro de que o autor tenha acionado a polícia antes, mesmo relatando incômodo constante”, reforçando que a reação foi extrema e sem justificativa.
Segundo ele, o caso deixa evidente “a completa desproporção entre a queixa de barulho e a decisão de tirar a vida de alguém”.
Com o inquérito finalizado, o acusado permanece à disposição da Justiça.
