
Uma mulher de 20 anos foi presa, nesta quinta-feira (6), suspeita de crimes como estelionato, apropriação indevida e associação criminosa em Ponta Grossa. A investigada e um homem de 38 anos, identificado como Adriano Ribeiro, tinham como alvos empresas e profissionais do ramo de locação de equipamentos. Prejuízo de cada vítima pode chegar a R$ 15 mil. O homem está foragido.
De acordo com a investigação da Polícia Civil, responsável pelo caso, a dupla estaria envolvida em pelo menos cinco casos de boletim de ocorrência na cidade. O esquema criminoso, detalhado pela polícia, diz que os suspeitos iniciam o contato via redes sociais ou aplicativo de mensagens. A jovem, de 20 anos, atuava na linha de frente das negociações e fechava contrato de locação com seus próprios documentos ou de terceiros.
Atuação criminosa
Após conseguirem a aprovação das locações mediante o fornecimento de endereços falsos, Adriano Ribeiro comparecia aos locais indicados para retirar os equipamentos. Com o objetivo de evitar suspeitas e dificultar a identificação, ele costumava utilizar veículos de transporte por aplicativo. Depois da retirada, os equipamentos não eram devolvidos aos proprietários, e o casal interrompia toda forma de contato com as vítimas.
Prejuízo financeiro
De acordo com a Polícia Civil, os equipamentos alugados e apropriados de maneira fraudulenta possuem alto valor comercial. Entre os itens estão lavadoras de alta pressão, motosserras, aparadores de grama e até máquinas pesadas utilizadas na construção civil, como compactadores de solo e marteletes rompedores. Somados, os bens podem ultrapassar R$ 15 mil em uma única locação. A prática criminosa vem causando expressivos prejuízos financeiros a comerciantes e empresas locadoras da região.
Após a prisão preventiva da suspeita, a investigação segue em andamento para desarticular o grupo criminoso. Segundo o delegado Gabriel Munhoz, responsável pelo caso, o próximo passo da Polícia Civil é focar na identificação e responsabilização dos receptadores. Segundo a polícia, terceiros estariam adquirindo essas máquinas de maneira ilícita. (Com informações da PCPR)
