Polícia prende homem envolvido em esquema criminoso de falsa imobiliária em PG


Por Vitor Carvalho
CD_x_segundo preso falsa imobiliaria

Foto: reprodução/WhatsApp

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Foto: reprodução/WhatsApp

A Polícia Civil do Estado do Paraná (PCPR) cumpriu um mandado de prisão preventiva, na noite de terça-feira (9), contra um homem investigado pela prática reiterada de crimes de estelionato e apropriação indébita em Ponta Grossa. A ação é um desdobramento direto de uma operação recente que já havia culminado na prisão da mulher, de 37 anos, apontada como a principal proprietária de uma imobiliária de fachada atuante no município.

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As investigações revelaram que o esquema era muito mais complexo do que se desenhava inicialmente. No decorrer da apuração após a primeira prisão, a Polícia Civil constatou de forma robusta que o homem, então namorado da suspeita à época dos fatos, não era um mero funcionário ou assistente na empresa investigada. Ele atuava como um verdadeiro sócio e mentor do negócio fraudulento.

Segundo o inquérito policial, o investigado detinha participação ativa e estrutural no esquema: ele se apresentava formalmente como proprietário da empresa, angariava ativamente novos clientes, intermediava as negociações presencialmente e por aplicativos de mensagens, e era o responsável direto por realizar e receber pagamentos, ludibriando sistematicamente tanto os locadores (proprietários dos imóveis) quanto os locatários (inquilinos).

Vítimas

O avanço do inquérito e a divulgação do caso na imprensa, a partir da primeira prisão efetuada no mês de abril. encorajaram novas denúncias, revelando o verdadeiro tamanho do golpe. 

Nesta segunda fase da investigação, a PCPR identificou e ouviu formalmente ao menos 11 novas vítimas que procuraram a delegacia para registrar boletins de ocorrência narrando o mesmo modo de operação.

O prejuízo financeiro causado aos cidadãos, contabilizando apenas esta nova leva de 11 denúncias, é estimado em cerca de R$ 90 mil, valor que os criminosos retiveram indevidamente e utilizaram para benefício próprio.

De acordo com a polícia, o suspeito continuava atuando no ramo imobiliário mesmo após a prisão de sua parceira, o que motivou o pedido de prisão preventiva para cessar imediatamente o risco de que novas pessoas fossem enganadas.

Esquema criminoso

O modo de agir da dupla era padronizado e visava transmitir uma falsa sensação de segurança. Consistia em captar imóveis no mercado apresentando-se como uma imobiliária séria e formalizar contratos de administração ou sublocação. 

Print de uma conversa de um dos golpistas com a vítima. Foto: PCPR

Em seguida, os golpistas passavam a reter indevidamente os valores pagos em dia pelos inquilinos — incluindo os pagamentos mensais de aluguel e as robustas taxas de caução.

O dinheiro não era repassado aos legítimos proprietários dos imóveis. Quando questionados pelas vítimas sobre os atrasos, os suspeitos passavam a apresentar desculpas evasivas constantes, e histórias como “perda do celular” para justificar a falta de pagamento e o sumiço, causando não apenas prejuízo financeiro, mas grande desgaste emocional às famílias.

Quarta prisão

A prisão deste segundo indivíduo marca uma forte ofensiva da 13ª SDP contra crimes patrimoniais na região. É importante ressaltar que, apenas nas últimas semanas, esta já é a quarta prisão realizada pela Polícia Civil de Ponta Grossa envolvendo estelionato e fraudes no setor de imóveis .

A PCPR segue apurando o caso para identificar a totalidade do prejuízo e orienta que outras possíveis vítimas, que reconheçam o modo de operação do casal ou da empresa citada, procurem imediatamente a delegacia para o registro formal da ocorrência e anexação de provas ao inquérito. (Com informações da PCPR)

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