14 de julho de 2026

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Polícia investiga golpe que usou nome da Havan em esquema de lavagem de dinheiro


Por Cícero Goytacaz Publicado 26/03/2026 às 09h19
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Polícial Civil de costas, ao lado de viatura com o giroflex aceso, em frente à portaria de um prédio, em foto para ilustrar a operação que investiga fraude e lavagem de dinheiro envolveo uso indevido da marca Havan
Operação também foi deflagrada em outras quatro cidades, além de PG. Foto: Divulgação/Assessorias

A Polícia Civil cumpriu dez mandados de busca e apreensão em cinco cidades do Brasil, incluindo Ponta Grossa, para investigar esquema de fraude e lavagem de dinheiro utilizando o nome das Lojas Havan. Nesta quinta-feira (26), a Delegacia de Defraudações da Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou a ‘Operação Dublê’, com apoio das Polícias Civis do Paraná, de São Paulo e de Minas Gerais.

As investigações tiveram início após a identificação de abertura fraudulenta de conta bancária em nome da empresa catarinense HAVAN S.A., junto a uma plataforma de pagamentos, mediante uso indevido de seus dados empresariais, sem a autorização dos representantes legais. Além de Ponta Grossa, os mandados também foram cumpridos em São Paulo, Valinhos, Caraguatatuba (SP) e Viçosa-MG.

Movimentação suspeita

A Polícia detalhou que, no dia 14 de agosto de 2025, a conta fraudulenta recebeu aproximadamente R$ 576 mil, em um período de 24 horas. A investigação aponta que o valor é proveniente de golpes aplicados em vítimas de diversos estados do Brasil. Após o recebimento, os valores foram rapidamente transferidos para contas vinculadas ao grupo criminoso, sendo então pulverizados por meio de diversas transações com o objetivo de dificultar o rastreamento da origem ilícita dos recursos.

A análise financeira identificou a utilização de mecanismos típicos de lavagem de dinheiro, como fragmentação de valores, uso de “laranjas” e empresas de fachada, e repasses imediatos de valores idênticos (mirroring), para dissimular a origem ilícita.

Sete suspeitos identificados

Foram identificados sete suspeitos diretamente envolvidos na movimentação e ocultação dos valores. Segundo a Polícia, eles atuavam de forma estruturada visando à obtenção de vantagem ilícita e à posterior integração dos recursos ao sistema financeiro formal.

As medidas cautelares foram cumpridas nesta quinta para coletar elementos probatórios adicionais, especialmente dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais que possam contribuir para a completa elucidação dos fatos e identificação de eventuais outros envolvidos. As investigações vão prosseguir, podendo resultar na responsabilização dos envolvidos pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, dentre outros eventualmente apurados. (Com Assessorias)

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Cícero Goytacaz
Cícero Goytacaz

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 2022, repórter de Política do Diário dos Campos. Tem experiência com redação de jornal impresso, sites de notícias, rádio esportivo e transmissões de futebol. Atuou como repórter setorista do Operário Ferroviário Esporte Clube.