Polícia indicia casal por morte de criança de dois anos em Ponta Grossa

Um casal foi indiciado pela morte de uma criança de dois anos, ocorrida em novembro do ano passado, no bairro Cará-Cará, em Ponta Grossa. Na ocasião, a criança foi encontrada afogada e inconsciente em uma piscina residencial. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) divulgou a conclusão do inquérito nesta quarta-feira (18).
Os policiais investigavam, desde o dia 7 de novembro de 2025, as circunstâncias que levaram ao afogamento da criança de dois anos. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Derick Moura Jorge, do 2º Distrito Policial de Ponta Grossa, uma mulher de 38 anos, mãe da vítima, e um homem de 33, namorado da genitora, foram indiciados por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.
No momento do ocorrido, foi constatado que o casal estava dormindo na residência e não havia grades de isolamento para a piscina. O casal foi indiciado por negligência, imprudência ou imperícia, e podem pegar penas de até 3 anos de reclusão.
O caso
O caso começou quando equipes de resgate foram chamadas para atender a um afogamento em uma piscina residencial. A criança, diagnosticada com autismo e descrita como bastante agitada, foi encontrada submersa e já inconsciente.
Mesmo com as tentativas de reanimação realizadas por aproximadamente 43 minutos pelas equipes do SIATE e do SAMU, a morte foi confirmada horas depois no hospital, tendo como causa asfixia mecânica decorrente de afogamento.
Durante a investigação, o delegado Derick Moura Jorge constatou que, no momento do ocorrido, os dois adultos responsáveis estavam dormindo na residência. Também foi apurado que as portas da casa e a grade de proteção da piscina estavam abertas, o que permitiu o acesso da criança à área de risco.
Denúncias de vizinhos
Além disso, depoimentos colhidos indicaram que vizinhos já haviam feito denúncias anteriores sobre a falta de supervisão da criança naquele local. Para a autoridade policial, houve uma grave violação do dever de cuidado.
O delegado fundamentou o indiciamento ressaltando que a omissão dos responsáveis e a negligência com a segurança do ambiente foram fatores decisivos para o desfecho fatal.
Segundo o delegado, o cuidado parental é essencial para assegurar a proteção e o desenvolvimento saudável da criança, especialmente na primeira infância, quando a dependência dos adultos é total. Nessa fase, qualquer falha na vigilância pode resultar em consequências graves.
*Com informações da PCPR
