Polícia fecha o cerco contra criminosos sexuais na região de PG


Por Redação Diário dos Campos
Fachada da PCPR em Ponta Grossa

Foto: Divulgação PCPR

Fachada da PCPR em Ponta Grossa
Foto: Divulgação PCPR

A gravidade dos crimes sexuais na região dos Campos Gerais tem mobilizado de forma contínua e estratégica as forças de segurança pública e o Poder Judiciário. Nesta semana, uma série de ações coordenadas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 13ª Subdivisão Policial (13ªSDP) e de suas delegacias especializadas, resultou na prisão de suspeitos e de um condenado definitivo por abusos que chocam pela proximidade entre agressores e vítimas.

Estupro de criança

Uma das frentes de atuação ocorreu por meio do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA) de Ponta Grossa. Na manhã da última terça-feira (2), a equipe policial cumpriu um mandado de prisão preventiva contra um homem de 27 anos, indiciado pelo crime de estupro de vulnerável. Conforme detalhado pela delegada Ana Paula Cunha Carvalho, o crime foi praticado no dia 17 de maio deste ano, em uma residência no bairro Piriquitos.

O indiciado convivia com a família e, aproveitando-se do momento em que a mãe da vítima havia saído para trabalhar, trancou o imóvel na condição de padrasto e praticou atos libidinosos contra a enteada, uma criança de apenas 6 anos. Para assegurar o silêncio, o homem proferiu ameaças contra a menina.

Detido em Uvaranas

O caso veio à tona após a vítima relatar as agressões de forma espontânea à sua cuidadora e no ambiente escolar. Com a comunicação formal, a autoridade policial representou pela prisão preventiva, deferida pelo Juízo do 1º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Ponta Grossa. O homem foi detido no bairro Uvaranas, interrogado por videoconferência com a presença de seu defensor e entregue à Polícia Penal. A delegada ressaltou que a percepção atenta dos profissionais da educação foi determinante para a rapidez do desfecho.

Violentada por sete anos

Também na manhã de terça-feira, a Delegacia da Mulher de Ponta Grossa efetuou a prisão preventiva de um homem de 49 anos, investigado pelo crime de estupro contra a própria cunhada, uma jovem de 18 anos. Os fatos que desencadearam a prisão ocorreram em abril deste ano, no bairro Uvaranas. A investigação revelou um cenário severo de coação: o suspeito teria invadido a residência da vítima duas vezes no mesmo dia.

Pela manhã, a mulher precisou se trancar em um cômodo com seu bebê para escapar. À tarde, o agressor retornou e, sob ameaças de morte contra a vida do bebê, consumou o abuso sexual. A apuração policial apontou que os abusos e as ameaças ocorriam de forma continuada desde que a jovem tinha cerca de 11 anos de idade. Após o cumprimento do mandado expedido pelo Judiciário, o homem foi recolhido ao sistema penitenciário.

Violência contra a sobrinha

As ações da Polícia Civil também alcançaram a zona rural da região. Nesta quarta-feira (3), o setor operacional da 43ª Delegacia Regional de Polícia de Castro localizou e prendeu um homem de 50 anos nas proximidades da localidade do Socavão. Ele possuía uma condenação definitiva com trânsito em julgado à pena de 14 anos de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável.

Os crimes ocorreram em 2019 e tiveram como vítima a sua própria sobrinha. O capturado foi encaminhado à Cadeia Pública de Castro para o início imediato do cumprimento da pena em regime fechado.

Investigação de um professor

Em paralelo às prisões, o NUCRIA de Ponta Grossa emitiu uma nota de esclarecimento em relação a casos que tramitam sob sigilo. A instituição reforçou que, em estrita conformidade com a legislação federal, não são confirmados dados de qualificação de suspeitos ou quaisquer informações que possam identificar potenciais vítimas de crimes sexuais, visando a preservação e a integridade de crianças e adolescentes.

O núcleo informou a existência de um inquérito policial em andamento para apurar o crime de importunação sexual envolvendo um professor da rede pública e uma adolescente de 15 anos. O Boletim de Ocorrência foi registrado em abril deste ano, referente a fatos que teriam ocorrido em janeiro.

A mãe da adolescente já foi ouvida, e a adolescente passou por escuta especializada. Informações complementares foram requisitadas à instituição de ensino e ao Núcleo Regional de Educação, uma vez que, embora o fato não tenha ocorrido dentro do ambiente escolar, o relato foi formalizado no colégio. O investigado será interrogado oportunamente, e as investigações seguem em sigilo legal enquanto se aguarda o depoimento especial da vítima.

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