
A Polícia Civil identificou os irmãos Samuel da Silva Gravonski e Mario Gravonski Junior como suspeitos de participação na morte de Suzana Ferreira Correia, 40 anos. Grávida de quatro meses, a mulher foi assassinada em casa com um tiro na cabeça no dia 1º de fevereiro, em Ponta Grossa. Ambos os suspeitos encontram-se foragidos.
De acordo com o delegado Luis Gustavo Timossi, do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP), o crime teria sido motivado por vingança relacionada ao latrocínio do pai dos suspeitos, em 2008. Os irmãos acreditavam que o marido de Susana teria envolvimento naquele crime, embora informações preliminares indiquem que registros da época apontam outra pessoa como autora do latrocínio.
Passo a passo da execução
Apurações da Polícia Civil revelaram que, pouco antes do homicídio, os suspeitos — que utilizavam tornozeleira eletrônica — estiveram na residência de um conhecido para obter um revólver calibre 38, arma que teria sido utilizada na execução da mulher. Na sequência, os irmãos teriam invadido a casa da vítima, amarrado Suzana e aguardado a chegada do marido.
Quando o homem chegou à residência, houve luta corporal. Durante o confronto, os suspeitos efetuaram disparos que atingiram Suzana. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu pouco tempo depois no hospital. Após o crime, os irmãos romperam o monitoramento eletrônico e fugiram por uma área de mata.
Segundo Timossi, as investigações também apontam que, após o homicídio, a dupla devolveu a arma a um amigo. Este, por sua vez, solicitou a ajuda de outro investigado para ocultar o revólver e uma touca utilizada na ação criminosa. Um dos envolvidos confessou ter escondido os objetos. No momento em que a arma seria entregue, os dois suspeitos de ocultação foram presos pela Polícia Militar.
Neste momento, os trabalhos da Polícia Civil estão concentrados na localização e prisão de Samuel e Mario Gravonski. Informações sobre o paradeiro dos foragidos podem ser repassadas de forma anônima pelo WhatsApp Denúncia, no número (42) 3219-2770, ou pelo telefone 190.
No vídeo, o delegado Timossi conta os detalhes da investigação:
*Com assessorias