04 de junho de 2026

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PCPR indicia psicólogo de PG por violação sexual mediante fraude


Por Redação com assessoria Publicado 30/09/2024 às 13h25 Atualizado 25/02/2026 às 23h45
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Delegado Fernando Vieira deu detalhes sobre o caso / Imagem: Reprodução

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu na segunda-feira (30), as investigações referentes ao psicólogo de 47 anos que foi flagrado beijando e tocando uma paciente na última quarta-feira, (25), em seu consultório na região central da cidade. O homem foi indiciado pelo crime de violação sexual mediante fraude e segue preso preventivamente.

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No final da tarde da última quarta-feira, o psicólogo, de 47 anos, foi preso em flagrante após ser flagrado beijando, de forma lasciva, uma paciente em seu consultório. Vizinhos gravaram a cena e acionaram a Polícia. A jovem vítima, paciente do psicólogo, de 23 anos de idade, pediu ajuda e foi acolhida. 

O homem, então, foi preso em flagrante encaminhado para a 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa (13ª SDP), onde foi lavrado o flagrante pelo crime de violação sexual mediante fraude, nos termos do artigo 215 do Código Penal. Em depoimento, afirmou que a jovem teria tentado beijá-lo, o que foi desmentido pelas testemunhas e vídeos feitos, segundo o delegado Fernando Vieira. O psicólogo passou por audiência de custódia e teve sua prisão em flagrante convertida em prisão preventiva, estando, atualmente, na Cadeia Pública Hildebrando de Souza.

Fernando Vieira, delegado responsável pela prisão em flagrante e pela conclusão do inquérito, justifica a tipificação do crime afirmando que entendeu que Lourenço “utilizou da profissão dele, da confiança dele de psicólogo, para ludibriar a vítimas de forma ardilosa, tornando-a vulnerável e, além de segurá-la contra a parede,  a beijou, por duas vezes, de forma lasciva, sem seu consentimento”.

Na continuidade das investigações outras vítimas mulheres procuraram a Polícia Civil e foram ouvidas em depoimento. Elas relataram situações parecidas que teriam sofrido com este mesmo psicólogo em anos passados. Os depoimentos delas foram fundamentais para compreender a forma de agir do homem. 

No decorrer do inquérito policial foram colhidos diversos depoimentos, analisadas imagens e, ainda, juntadas outras provas que estão em sigilo, e há robustos elementos para afirmar que o suspeito teria se aproveitado da profissão de psicólogo e da vulnerabilidade desta paciente, para aproveitar-se desta condição, explica o delegado Fernando Vieira.

Denuncie abusos

Denúncias referentes a este caso com vítimas mulheres podem ser feitas pelo telefone 197, (42) 3219-2750, ou diretamente na Delegacia da Mulher, em casos de vítimas mulheres e, eventualmente, no NUCRIA, em caso de eventuais vítimas crianças ou adolescentes.

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