Pai é condenado por abusar dos próprios filhos durante 12 anos


Por Edilene Santos
Foto aérea de Irati

Foto aérea de Irati, município onde os crimes ocorreram / Pedro Wasilewski / Prefeitura de Irati

Foto aérea de Irati
Foto aérea de Irati, município onde os crimes ocorreram / Pedro Wasilewski / Prefeitura de Irati

A Justiça condenou a 42 anos de prisão um homem acusado de praticar crimes sexuais contra os próprios filhos. A sentença foi emitida pela Vara Criminal de Irati, na região Centro-sul do Paraná, onde os casos ocorreram.

O homem de 45 anos foi condenado pelos crimes de estupro de vulnerável, importunação sexual, violência psicológica contra a mulher e aliciamento de crianças. O caso foi investigado e denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR).

Ao longo de 12 anos

De acordo com a denúncia, os crimes ocorreram entre 2013 e fevereiro de 2025 e tiveram como vítimas os dois filhos do condenado, uma menina e um menino, além da esposa, que também sofria ameaças e agressões psicológicas.

As investigações apontaram que o pai iniciou os abusos quando a filha tinha apenas seis anos de idade, e o filho, oito. As condutas criminosas eram recorrentes e envolviam atos libidinosos, ameaças, xingamentos e restrições de liberdade, criando um ambiente de medo e submissão dentro da casa.

Queda de bicicleta revelou o caso

O caso veio à tona em 6 de fevereiro deste ano, quando a esposa do acusado foi hospitalizada após uma queda de bicicleta. Enquanto a mulher recebia atendimento, a filha procurou ajuda de uma equipe de assistência hospitalar, relatando os abusos sofridos. A partir daí, o Conselho Tutelar foi acionado, e as crianças foram acolhidas e ouvidas em depoimento especial.

O Ministério Público requereu e a Justiça decretou a prisão preventiva do agressor ainda durante a fase de investigação. A esposa e os filhos permaneceram acolhidos até a prisão, recebendo suporte psicológico e assistencial.

A denúncia foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Irati em 18 de fevereiro, e a sentença condenatória foi publicada na última sexta-feira (17).

O acusado ainda pode recorrer da sentença.

*Com Assessorias

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