03 de junho de 2026

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência no portal e personalizar a publicidade exibida. Ao continuar navegando, você concorda com este monitoramento. Leia mais na nossa Política de privacidade.

Operação da PF desarticula família de PG suspeita de fraude milionária


Por Edilene Santos Publicado 20/05/2025 às 13h02 Atualizado 25/02/2026 às 18h19
Ouvir: 00:00
Fotos: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), duas operações simultâneas para combater organizações criminosas envolvidas em fraudes cibernéticas, crimes financeiros, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As ações ocorrem nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Maranhão.

Ao todo, estão sendo cumpridos 26 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão. Além disso, a Justiça Federal autorizou o sequestro de bens e valores dos investigados, de pessoas interpostas (os chamados “laranjas”) e de empresas ligadas aos grupos criminosos.

As investigações tiveram início a partir de informações compartilhadas pela Rede de Cooperação Internacional em Crimes Cibernéticos, criada em 2023 para fortalecer a atuação conjunta entre forças policiais de diversos países. A apuração foi conduzida em conjunto pela Coordenação de Repressão a Fraudes Bancárias Eletrônicas da PF, além das delegacias de Joinville e Itajaí, em Santa Catarina.

Operação Cryptoscam

A primeira ação, denominada Operação Cryptoscam, tem como alvo um grupo criminoso formado por membros da mesma família, com base em Ponta Grossa. A organização é investigada por crimes como fraudes bancárias e furtos de criptoativos, cometidos por meio de ataques cibernéticos.

As apurações começaram a partir da denúncia de um furto de US$ 1,4 milhão em criptoativos, pertencentes a um cidadão de Singapura. A PF suspeita que o grupo atue desde 2010.

Fraude milionária

Conforme as investigações, os criminosos se mudaram para Balneário Camboriú (SC) em 2021 e passaram a ocultar os recursos ilícitos por meio da compra de imóveis de luxo, veículos de alto padrão e criptoativos, utilizando nomes de terceiros. A estimativa é de que tenham movimentado cerca de R$ 100 milhões entre 2020 e 2025.

O grupo também é investigado por um ataque cibernético, em 2020, que teria afetado 150 contas da Caixa Econômica Federal, ligadas a 40 prefeituras municipais.

Operação Wet Cleaning

A segunda frente da ação, chamada Operação Wet Cleaning, teve início com a prisão de uma mulher apontada como uma das maiores estelionatárias do país. Ela é suspeita de aplicar diversos golpes contra a Caixa Econômica Federal.

As investigações revelaram a existência de uma organização criminosa com atuação em crimes como furto a caixas eletrônicos, fraudes digitais, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, o grupo utilizava empresas formais dos setores de construção civil, informática e transporte de cargas para lavar dinheiro obtido de atividades ilegais. O volume movimentado pela organização chega a R$ 110 milhões, principalmente por meio de criptoativos.

Cidades onde foram cumpridos os mandados:

  • Santa Catarina: Joinville, Balneário Camboriú, Itapema, Piçarras
  • Paraná: Ponta Grossa
  • São Paulo: Poá, Guarulhos, Ribeirão Preto
  • Maranhão: São Luís

As investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos e mapear as conexões nacionais e internacionais das organizações criminosas.

Participe do grupo e receba as principais notícias da sua região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.