Mulher diz ter sido vítima de intolerância religiosa por motorista de aplicativo em PG


Por politica
Fachada da 13ª SDP

Foto: Arquivo DC

Fachada da 13ª SDP
Foto: Arquivo DC

Uma mulher de 27 anos alega ter sido vítima de intolerância religiosa ao solicitar uma corrida por carro de aplicativo. O caso aconteceu na noite desta quinta-feira (10), na Rua Paula Xavier, Vila Estrela, em Ponta Grossa.

O Diário dos Campos apurou que a mulher frequenta um terreiro de umbanda e estava com trajes típicos da religião quando pediu o carro.

Segundo relatório divulgado pela Polícia Militar, tudo começou quando ela solicitou o veículo e houve demora no atendimento, mesmo o aplicativo indicando que o motorista estava nas proximidades. “Após contato via mensagens, o motorista teria pedido para que ela se dirigisse até um posto de combustíveis”, diz o relatório.

Ao questionar a demora, o motorista teria sido “irônico” e se recusou a levar a passageira e a trancou no carro. “Ao tentar sair, ela quebrou o vidro e sofreu ferimentos leves. Afirma ainda que, ao começar a gravar a situação, o motorista a empurrou, tomou seu celular e o quebrou. Em reação, ela atirou uma pedra contra o veículo. Alega também ter sido vítima de discriminação religiosa”, consta na nota divulgada pela PM.

O que disse o motorista

Segundo a polícia, o motorista relatou que estava no posto aguardando o pagamento de um abastecimento quando aceitou a corrida e pediu que a passageira fosse até o local. Disse que, ao chegar, ela o ofendeu verbalmente e entrou no carro, continuando com os insultos. “Por esse motivo, ele cancelou a corrida. Relatou que a passageira apedrejou o veículo e, ao perceber que estava sendo filmado, jogou o celular dela no chão. Afirmou ainda ter sido agredido fisicamente, sofrendo pequenas lesões”.

Os dois foram atendidos pelo Samu e, em seguida, encaminhados à 13ª Subdivisão Policial (SDP).

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