
O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia por estupro contra um homem de 32 anos, em Ponta Grossa. Ele teria praticado o crime ao prestar serviços de eletricista para uma mulher que acionou a concessionária de energia elétrica por falta de luz em sua residência. A denúncia foi oferecida pela 2ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa na última segunda-feira, 14 de julho.
Segundo as investigações, a violência teria sido cometida no início da noite do dia 30 de maio deste ano, no interior da residência da vítima, que tem 18 anos e reside com a avó, de 84. O denunciado foi ao local com um colega da empresa terceirizada que presta serviços à concessionária de energia elétrica.
No local, constataram que a falta de energia não tinha relação com defeito na rede pública, e sim com problemas na fiação interna do imóvel, tendo os dois se prontificado a auxiliar na resolução do problema. Durante a execução do serviço, o denunciado foi ao porão da casa com a vítima para buscar uma ferramenta, momento em que teria fechado a porta do cômodo e praticado o estupro.
Ao oferecer a denúncia, o MPPR requereu que, na audiência de instrução e julgamento, “seja autorizado, em caráter excepcional, a realização de depoimento especial da ofendida por profissional psicólogo, em ambiente reservado, visando evitar sua revitimização e buscando os melhores interesses da vítima”.
Considerando também os “danos emocionais e psicológicos causados pelo crime”, a Promotoria de Justiça requereu ainda, em caso de condenação, a fixação de valor mínimo de R$ 20 mil para a reparação dos danos morais.
Confira a nota encaminhada pela Copel à reportagem do Diário dos Campos:
A Copel informa que, depois de receber, em seu Canal de Ética, denúncia envolvendo funcionário de prestadora de serviço terceirizada, oficiou a empregadora do acusado, a empresa Puton & Dal Molin Ltda (Chico Elétro), no dia 6 de junho de 2025, e solicitou apuração a respeito. No mesmo dia 6 de junho a Copel procurou a Delegacia da Mulher em Ponta Grossa levando o caso para conhecimento das autoridades e se colocando à disposição para colaborar na investigação. Em 11 de junho de 2025, a empresa terceirizada comunicou a Copel que o funcionário acusado foi desligado dos seus quadros. O assunto segue com as autoridades policiais.
(Com informações: Assessorias)