Morte de gestante de PG em trilha foi acidental, diz advogado

A defesa do homem de 44 anos* acusado da morte de Jackeline Liliane dos Santos, 28, informou que pedirá a revogação da prisão preventiva de seu cliente. Isso porque, segundo o advogado Silvano Cardoso Antunes, a morte da mulher – que estava grávida – ocorreu de forma acidental.
Morte acidental
Em vídeo enviado ao Diário dos Campos (veja abaixo) na manhã desta sexta-feira (16), o advogado comentou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná nesta semana. “Ele [acusado] reitera que se tratou de um acidente e reitera sua inocência”, afirmou Silvano. “Nos próximos dias, estaremos formalizando um pedido de revogação da prisão preventiva porque não subsistem os motivos que ensejaram a prisão naquele momento”, acrescentou o advogado. O suspeito está preso desde 27 de abril, dia da morte de Jackeline.
Caso ocorreu em Sapopema
Jackeline morava em Ponta Grossa e, segundo as investigações, mantinha um relacionamento extraconjugal com o acusado, morador de Telêmaco Borba. No dia 27 de abril, eles foram a um passeio no Salto das Orquídeas, em Sapopema, no Norte Pioneiro, acompanhados de um casal de amigos. O local é conhecido pelas suas trilhas e cachoeiras.
De acordo com as investigações, o réu forjou uma queda acidental de Jackeline em uma área de difícil acesso. Durante a caminhada, afastou-se com a mulher e, em um momento de isolamento, empurrou-a contra pedras, causando lesões fatais.
Tentativa de aborto
As apurações do Ministério Público revelaram ainda que, em março, ao saber da gravidez, o acusado tentou provocar um aborto na vítima. Ele teria oferecido a Jackeline uma bebida adulterada com substância abortiva, sem sucesso.
A acusação do MP aponta que o homem cometeu os crimes de feminicídio qualificado (motivo torpe e uso de dissimulação), tentativa de aborto, aborto consumado, fraude processual e tentativa de aborto anterior.
Veja o que diz o advogado de defesa:
*O Diário dos Campos optou por não divulgar o nome do homem, visto que o caso ainda não foi julgado pela Justiça
