
Lesão corporal, desobediência, resistência, desacato, dano, injúria referente a raça ou cor. Esses são os crimes listados no relatório da Polícia Militar sobre uma situação envolvendo um médico no município de Inácio Martins, região de Irati, Centro-Sul do Paraná.
A ocorrência que mobilizou funcionários do hospital da cidade, pacientes e os policiais ocorreu por volta de 14h30 de domingo (1º). De acordo com a PM, a situação começou quando o médico de 29 anos atendeu um jovem de 21 anos no consultório do hospital. O profissional teria pedido maconha ao paciente e, além disso, segundo os relatos, teria cutucado a barriga do paciente de forma grosseira. O rapaz estava acompanhado da mãe; ambos saíram do consultório e teriam sido perseguidos pelo médico.
O profissional teria ido atrás dos dois com xingamentos, agarrado o paciente, inclusive rasgando a camiseta. Teria ainda tentado entrar no carro da mulher e subiu no capô.
A PM foi acionada e, de acordo com o boletim de ocorrência, teve trabalho para conter o médico. Ele resistiu à prisão com chutes, socos e até mordias nos dois policiais da equipe. O médico ainda teria chamado um dos soldados de “índio inútil, cotista, que não era nada além de um substituto, seu gente [sic] do norte sem vergonha”.
Todos os envolvidos foram para a Delegacia da Polícia Civil de Irati.