
Uma operação conjunta deflagrada na manhã desta quarta-feira (22), em Ponta Grossa, resultou na prisão de duas pessoas e apreensão de armas e drogas. A ação denominada ‘Malote certo’ teve como objetivo desarticular um grupo envolvido no roubo de um malote contendo R$ 49 mil. O assalto ocorreu no dia 7 de agosto, em frente a uma agência bancária no bairro Santa Paula.
Coordenada pela Delegacia do Adolescente e pelo 2º Distrito Policial de Ponta Grossa, com apoio da Polícia Militar, a operação cumpriu sete ordens judiciais — dois mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão — em endereços ligados aos investigados.
De acordo com as investigações, a vítima do roubo foi um policial militar aposentado, que havia acabado de sacar o valor referente à venda de um terreno. Ele foi abordado e rendido por criminosos armados, conforme mostram imagens de câmeras de segurança.
As apurações apontaram que o suspeito de executar o roubo foi um adolescente de 17 anos, atualmente internado no Centro de Socioeducação (Cense) por outro ato infracional. O jovem gravou um vídeo em seu próprio celular exibindo o dinheiro roubado e comemorando o crime — imagens que foram utilizadas como prova pela polícia.
Organização criminosa
Segundo a polícia, outros dois adultos foram identificados como comparsas: um deles monitorava a movimentação dentro da agência bancária e repassava informações ao grupo, enquanto o outro auxiliou na fuga do adolescente. Um dos suspeitos foi preso nesta quarta-feira, e o outro permanece foragido.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam uma arma de fogo calibre .32 e uma grande quantidade de drogas, reforçando a suspeita de que o grupo também atuava em outras atividades criminosas.
O delegado Derick Moura Jorge, titular do 2º Distrito Policial, afirmou que as buscas domiciliares têm como objetivo “avançar na investigação sobre um possível mandante e identificar outros integrantes do grupo criminoso”.
Já o delegado Fernando Henrique Ribeiro Vieira, da Delegacia do Adolescente, destacou que a operação é resultado de uma “investigação técnica e articulada, marcada pela cooperação entre as forças de segurança pública, que compartilharam dados e análises de inteligência”.
