Justiça marca júri dos acusados pela execução da jovem Eduarda, em PG


Por Edilene Santos
Eduarda Batista Stadler

Eduarda Batista Stadler foi vítima de emboscada. Foto: Divulgação/Redes sociais

Eduarda Batista Stadler
Eduarda Batista Stadler foi vítima de emboscada. Foto: Divulgação/Redes sociais

A Justiça de Ponta Grossa marcou a data do julgamento dos três réus acusados pela morte da jovem Eduarda Batista Stadler, 18 anos. Os acusados são duas mulheres – de 24 e 41 anos – e um homem de 27. Outro homem, de 25 anos, também havia sido denunciado pelo crime, mas acabou morto no presídio.

A sessão do Tribunal do Júri está marcada para a manhã do dia 11 de novembro, no Fórum Estadual de Ponta Grossa. De acordo com o Ministério Público, os suspeitos estão presos e serão julgados pelos crimes de homicídio qualificado pelo motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.

Emboscada

Eduarda, que deixou uma filha, foi executada a tiros em 21 de setembro de 2023, em Ponta Grossa. Ela passou oito dias desaparecida até seu corpo ser localizado pela Polícia Militar numa cova rasa, às margens da Estrada do Kalinoski, região do Distrito de Uvaia, no dia 28.

No dia 20, Eduarda teria saído de casa para se encontrar com uma pessoa com quem mantinha um relacionamento amoroso. Porém, acabou caindo numa emboscada e foi sequestrada por um grupo rival do seu parceiro, que queria usá-la como isca. No entanto, a moça acabou sendo assassinada.

Uma fonte informou ao DC que o atirador mirou apenas na cabeça da vítima. Ao redor do corpo de Eduarda, foram recolhidas 12 cápsulas de pistola 9 milímetros.

Corpo foi encontrado às margens da Estrada do Kalinoski / Foto: José Aldinan/Arquivo DC

O então namorado de Eduarda tinha ligação com o tráfico de drogas, assim como seus inimigos, embora as investigações tenham apontado que ela não tinha histórico criminal.

Prisão dos suspeitos

O homem apontado como responsável por marcar o encontro com a vítima foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo no dia 21 de setembro, quando Eduarda permanecia desaparecida. Outros dois acusados fugiram para Santa Catarina e foram presos no mês seguinte. Já o terceiro envolvido foi detido em dezembro de 2023, também no estado vizinho.

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