Jovem faz ameaças de massacres em colégios de PG; polícia investiga o caso


Por Vitor Carvalho
CD_x_ameaças massacres

Foto: reprodução/WhatsApp

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A Polícia Civil do Paraná, por intermédio da Delegacia do Adolescente de Ponta Grossa, deflagrou, na manhã desta sexta-feira (12), uma operação policial para cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência de um jovem de 19 anos de idade, investigado por realizar ameaças de massacre escolar direcionadas a dois colégios estaduais da cidade.

As ameaças foram divulgadas por meio de um perfil falso no Instagram, onde o investigado teria mencionado nominalmente os dois colégios de Ponta Grossa que seriam alvo dos massacres. Diante da situação temerária para a comunidade escolar, a Polícia Civil investiga o caso.

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De acordo com o delegado Fernando Henrique Ribeiro Vieira, titular da Delegacia do Adolescente, o suspeito fez ameaças a um colégio estadual que havia estudado anteriormente. Já o outro colégio seria o local onde uma familiar do investigado atualmente estuda. 

O delegado afirma que, por uma questão de segurança e proteção dos envolvidos, os nomes dos colégios não serão divulgados pela polícia.

Massacre de Suzano

A investigação policial aponta que o nome do perfil utilizado para postagens no Instagram fazia referência ao sobrenome de um dos autores do ataque ocorrido em uma escola na cidade de Suzano, em 2019.

Investigação

A Polícia Civil teve acesso a dados do perfil de ameaças do Instagram, por meio de identificação do endereço IP utilizado. Deste modo, o suspeito foi identificado e um mandado de busca e apreensão domiciliar foi expedido pela Justiça.

Prisão

Durante o cumprimento da ordem judicial, foi apreendida uma porção de cocaína na residência do investigado, o qual afirmou ser o proprietário da substância.

Ainda durante a operação, os policiais civis constataram que a mãe do investigado possuía mandado de prisão em aberto pelo crime de tráfico de drogas. Diante da ordem judicial vigente, ela recebeu voz de prisão e foi encaminhada à Cadeia Pública Hildebrando de Souza para cumprimento do mandado.

Ameaças

Segundo o delegado da PCPR, não existem indícios de planejamento concretos por parte do investigado. “As investigações realizadas até o momento não identificaram qualquer elemento que indique a efetiva preparação ou planejamento concreto de um ataque contra instituições de ensino, tampouco qualquer risco atual às comunidades escolares do município”, afirma.

No entanto, diante da gravidade das ameaças e do impacto causado, o investigado responderá pelo crime de ameaça, por meio de Termo Circunstanciado, sem prejuízo da continuidade das investigações.

“Não podemos presumir que uma ameaça seja falsa antes da devida apuração, especialmente diante do temor e da insegurança que esse tipo de conduta provoca em toda a comunidade escolar”, explica o delegado Fernando.

Colaboração

Os dois colégios mencionados pelo investigado prestaram colaboração com a polícia desde os primeiros momentos. Foram adotadas medidas administrativas e de segurança, o que contribuiu para a rápida identificação do responsável pelas ameaças.  (Com informações da PCPR)

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