Homem engana ‘amigo’ e rouba R$ 72 mil de sua conta bancária em PG


Por Vitor Carvalho
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Foto: Arquivo DC

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A Polícia Civil de Ponta Grossa indiciou, nesta quinta-feira (2), um homem de 26 anos pelo crime de estelionato. O investigado manipulou a vítima, de 59 anos, para conquistar a sua confiança e roubou cerca de R$ 72 mil entre empréstimos e valores em contas bancárias.

Segundo a investigação policial, o rapaz agiu de forma premeditada e calculista. O laço de falsa amizade teria sido feito enquanto o investigado realizava a reforma de um banheiro na casa do pai da vítima. O indiciado também se aproveitou da falta de familiaridade da vítima com a tecnologia para ter acesso livre ao celular, que não tinha senhas.

Em um dos exemplos citados na investigação da PCPR, o indiciado aproveitou-se de momentos de distração e abriu uma conta em um banco digital em nome da vítima. Nesta ocasião, ele contratou um empréstimo no valor de R$ 25 mil, que gerou uma dívida parcelada em 96 vezes de R$ 590 reais. O dinheiro era transferido rapidamente para a conta do golpista.

Versões contraditórias

O crime veio à tona apenas no fim do ano passadi, quando a vítima percebeu sucessivos descontos em seu benefício de aposentadoria. Ao ser descoberto e confrontado por meio de mensagens pela família, o suspeito agiu com frieza e cinismo: inicialmente negou qualquer irregularidade, mas logo mudou o discurso, afirmando que “daria um jeito de pagar” e prometendo depósitos mensais, que jamais ocorreram.

A postura dissimulada do golpista também ficou evidente durante seu interrogatório na Delegacia. Na ocasião, tentou convencer a autoridade policial, Dr. Gabriel Munhoz, de que a própria vítima teria contraído, de forma consciente, empréstimos de alto valor — assumindo uma dívida com juros elevados — para custear a mão de obra e adquirir materiais simples, como uma furadeira, destinados à reforma de um banheiro. A versão, no entanto, foi logo descartada.

Extratos bancários desmentem

A narrativa apresentada pelo investigado foi desmentida pelas provas técnicas e pelos extratos bancários anexados ao inquérito, que demonstraram o desvio dos valores em benefício próprio, enquanto a vítima não tinha conhecimento das operações.

Concluída a investigação, o suspeito foi formalmente indiciado por estelionato, e o caso encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis. (Com informações da PCPR)

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