Homem é condenado a 51 anos de prisão por morte de esposa grávida em PG

Foi condenado o homem de 27 anos acusado de matar a esposa grávida em Ponta Grossa. O julgamento aconteceu nesta quinta-feira (19) pelo Tribunal do Júri, no Fórum Estadual. O crime aconteceu em agosto de 2024 e tirou a vida de Renata Santos Lourenço, 26 anos. Os jurados declararam o réu culpado e ele foi condenado a 51 anos de prisão. A defesa informou ao Diário dos Campos que irá recorrer da decisão.
O advogado que atuou como assistente de acusação, Helian Kosliski, informou que o marido de Renata foi condenado por homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima, feminicídio, além de causas de aumento de pena pelo fato de a vítima estar grávida e o crime ter sido cometido na presença da filha do casal. Ele também recebeu condenação por aborto provocado sem o consentimento da gestante e por tráfico de drogas.
Relembre o caso
Renata estava grávida de três meses quando foi morta a facadas dentro de casa, na Vila Coronel Cláudio, na frente da filha de três anos. O acusado foi preso em flagrante poucas horas após o crime.
Segundo as investigações realizadas na época pela Polícia Civil, na manhã do dia do assassinato, a mãe da vítima recebeu uma mensagem enviada pelo suspeito informando que Renata “não estava bem” e pedindo que alguém fosse até a residência do casal, alegando que seria necessário entrar pela janela. A família solicitou que uma vizinha fosse até o local. Ao entrar na casa, ela encontrou Renata morta, com múltiplos ferimentos provocados por faca, e a criança dormindo no mesmo quarto.
Tráfico e uso de drogas
À época, o delegado Luiz Timossi informou que o relacionamento era marcado por brigas e agressões constantes. Conforme familiares, Renata não concordava com o envolvimento do companheiro com o tráfico de drogas e também se opunha ao uso de cocaína, o que gerava conflitos frequentes.
Durante as diligências, os policiais localizaram maconha na residência do casal, resultando na autuação do suspeito também pelo crime de tráfico de drogas.
No mesmo dia do feminicídio, o pai do réu foi assassinado em represália ao crime. Duas crianças que estavam na casa onde ocorreu esse segundo ataque também foram baleadas.

