27 de julho de 2026

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‘Garrafada’ não foi causa de morte em UPA, diz advogado


Por Da Redação Publicado 26/09/2023 às 20h37 Atualizado 26/02/2026 às 08h46
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O advogado responsável pela defesa do acusado de matar o próprio pai com uma garrafa térmica detalhou à reportagem do Diário dos Campos e portal DCmais a linha que deve ser adotada em julgamento. O caos ocorreu dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Paula, em Ponta Grossa, na manhã de domingo (24).

Segundo o advogado de defesa, Angelo Pilatti Junior, o pai da vítima já tinha desavenças anteriores com os filhos e outros familiares, devido ao seu consumo excessivo de bebidas alcoólicas e às agressões à esposa, mãe do acusado.

De acordo com informações da Polícia Civil, o idoso apresentava problemas respiratórios e aparente pressão alta quando deu entrada na unidade e aguardava na sala de observação por uma vaga em outra unidade hospitalar. Segundo o advogado de defesa, o idoso já estava muito agitado nesse momento. Durante a troca de turno, em que o autor dos golpes assumiu a posição do irmão, o idoso continuava agitado e teria proferido ameaças contra o filho. Nesse momento, conforme o advogado de defesa, ocorreu uma agressão por parte do suspeito, utilizando uma garrafa térmica.

De acordo com um dos integrantes da equipe de enfermagem ouvido pela Polícia Civil, antes da agressão, o filho teria dito: “Esse homem já puxou um revólver para mim. Se um pai tem o direito de matar um filho, um filho também tem o direito de matar um pai. Se você errar o tiro, aí é a minha vez”. O óbito do idoso foi confirmado algumas horas após as agressões, e o laudo do Instituto Médico Legal (IML) indicou que a causa da morte foi um infarto e não a lesão corporal causada pelo acusado, defendeu Angelo Pilatti Junior.

Já para a equipe da Polícia Civil, que realizou investigações sobre o caso, “o filho, ciente da condição de saúde preexistente do pai idoso e assumindo, no mínimo, o risco de produzir o resultado morte, efetuou golpes com uma garrafa térmica em sua cabeça, colaborando para o agravamento de seu estado de saúde, causando-lhe o óbito”, destacou a nota enviada ao DCmais e Diário dos Campos. O, no entanto, afirmou que irá apresentar provas e argumentos ao longo do processo para esclarecer a situação e provar a inocência de seu cliente.

Leia também: Idoso é agredido e morto dentro da UPA Santa Paula em PG

A equipe da UPA emitiu uma nota lamentando profundamente o ocorrido e expressando solidariedade aos familiares e amigos da vítima. A nota também destaca que os colaboradores da unidade tentaram conter o rapaz, mas também foram vítimas da violência e logo acionaram a equipe da Polícia Militar de Ponta Grossa.

Nota da Polícia Civil do Paraná

Chegou ao conhecimento da Polícia Civil, por meio de ocorrência apresentada pela Polícia Militar, notícia preliminar de suposta agressão de filho contra pai idoso no interior do UPA SANTA PAULA. Durante a confeccção do Boletim de Ocorrência, fomos informados de que o estado de saúde do idoso havia se agravado, evoluindo para óbito.

Conforme apurado, o idoso (78 anos) deu entrada no UPA SANTA PAULA em 23/09/2023, com problemas respiratórios e aparente pressão alta. O idoso, cujo estado de saúde não era considerado grave, aguardava, na sala de observação, vaga em outra unidade hospitalar. Por se tratar de pessoa idosa, ele fazia jus a um acompanhante. Na manhã de 24/09/2023, o filho de 48 anos assumiu o posto de acompanhante. Em determinado momento, o filho teria desferido golpes com uma garrafa térmica na cabeça do pai, que estava acamado, sendo contido pela equipe de enfermagem.

Segundo os integrantes da equipe de enfermagem, se não houvesse a intervenção, o filho teria decerto desferido outros golpes na cabeça do idoso. De acordo com um dos integrantes da equipe de enfermagem, antes da agressão, o filho teria dito “esse homem já puxou um revólver para mim. Se um pai tem o direito de matar um filho, um filho também tem o direito de matar um pai. Se você errar o tiro, aí é a minha vez”. Após as agressões, o estado de saúde do idoso teria se agravado, evoluindo para posterior óbito.

Considerando que o filho, ciente da condição de saúde preexistente do pai idoso e assumindo, no mínimo, o risco de produzir o resultado morte, efetuou golpes com
uma garrafa térmica em sua cabeça, colaborando para o agravamento de seu estado de saúde, causando-lhe o óbito, foi preso em flagrante por homicídio qualificado, sem direito a fiança, por se tratar de crime hediondo.

Nota do Advogado de Defesa:

Em principio o pai ora vítima, já obtinha desavenças pretéritas com os filhos e familiares, tendo em vista que o mesmo sempre fazia o uso de bebida alcoólica em excesso e agredia a própria esposa mãe do acusado, e por consequência disso o acusado também já havia sido ameaçado de morte no passado pelo pai, onde será explanado e provado no deslinde do processo.

Quando a morte do idoso ora vítima, podemos relatar que o mesmo fora internado na UPA no sábado a tarde, sendo acompanhado pelo irmão do suspeito, o qual relatou que a vitima passou a noite muito agitado.

Na troca de turno entre o irmão e o suspeito a vitima estava extremamente agitada, sendo proferido contra o suspeito ameaças, nesse momento, houve uma agressão com uma garrafa térmica por parte do suspeito contra a vitima. O óbito da vítima se deu horas após as agressões, corroborando com laudo do IML que declarou que a causa da morte fora infarto e não da lesão corporal desferida pelo acusado.

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