
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no Ministério Público, cumpriu na manhã desta quarta-feira (25) mandados de busca e apreensão em endereços ligados a dois guardas municipais de Paranaguá, litoral do Paraná. Os agentes são investigados na Operação Prometeus pela suspeita de terem ateado fogo em um homem, em setembro do ano passado.
As ordens judiciais foram executadas nas residências dos investigados e também nos respectivos locais de trabalho. Durante a ação, foram apreendidos diversos objetos, entre eles celulares, que poderão auxiliar na elucidação dos fatos.
De acordo com o MP, a vítima é um morador da Ilha dos Valadares, que teria sido torturado, agredido e incendiado pelos guardas municipais após ser apontado como possível autor do furto de uma bicicleta — acusação que não foi comprovada.
Segundo as investigações, o homem conseguiu escapar ao rolar por um barranco e se lançar em um rio, apagando as chamas provocadas pelo álcool que teria sido despejado sobre suas roupas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhado ao Hospital Regional de Paranaguá, onde foram constatados ferimentos e queimaduras.
Com assessorias
