
A família de Guilherme de Quadros Becher, 32 anos, assassinado a tiros num condomínio de chácaras em Ponta Grossa, no feriado desta quarta-feira (20), contesta a versão de legítima defesa do suspeito. A informação é do advogado José Jairo Baluta, contratado por parentes da vítima para acompanhar as investigações. Becher atuava no comércio de materiais de construção em Ponta Grossa.
Como nesta quinta-feira (21) ocorrem o velório e sepultamento, testemunhas ainda deverão ser ouvidas. “Amanhã [sexta-feira] à tarde devemos nos reunir para saber de todos os detalhes deste triste acontecimento. Já nos adiantaram que a cena não se deu conforme o interrogatório e depoimentos dos amigos do vereador, direcionados a montar legítima defesa e ser liberado da prisão em flagrante”, disse Baluta. “A questão é saber exatamente por que efetuou disparos e quantos, pois nem ao laudo necropsia tivemos acesso”, completou o advogado.
Relembre o caso
Segundo as investigações da Polícia Civil, Becher estaria incomodado com o barulho do quadriciclo que era utilizado por crianças na residência do vizinho, Miguel Zahdi Neto. Conhecido como Neto Fadel, ele é presidente da Câmara de Vereadores e ex-prefeito de Castro. Nas eleições deste ano ele concorreu à prefeitura pelo PSD, mas foi derrotado.
Becher, ainda de acordo com a polícia, teria efetuado disparos em direção à casa do vereador, que teria reagido. Neto Fadel e seus familiares prestaram depoimento ao delegado Luiz Gustavo Timossi, que decidiu não o autuar em flagrante, por considerar o caso como legítima defesa. Ele responde ao inquérito em liberdade.