
Uma jovem de 18 anos foi presa na manhã desta terça-feira (7) suspeita de ‘stalking’ (perseguir), ameaças de morte e violência física contra uma pedagoga de um colégio em Ponta Grossa. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça e cumprida por equipes da Polícia Civil, que encaminharam a investigada à cadeia pública Hildebrando de Souza. A suspeita é ex-aluna da escola onde a vítima trabalha.
De acordo com as investigações, a perseguição teve início em maio e se intensificou ao longo dos meses. De acordo com os delegados Derick Moura Jorge e Fernando Vieira, a jovem teria criado diversos perfis falsos em redes sociais com o objetivo de difamar e expor a vítima, divulgando informações pessoais, fotos de documentos, imagens do veículo e dados falsos sobre dívidas e maus-tratos a alunos.
Escalada de violência
A investigação apontou uma escalada de violência, que evoluiu para ameaças explícitas de morte. Em mensagens enviadas por um dos perfis falsos, a autora escreveu frases como “o que não pode bloquear é a morte” e “nem impedir o que está por vir”. Em depoimento, a jovem confessou ser responsável pelas mensagens e admitiu ter planejado o sequestro da vítima.
Mesmo após ter sido orientada pela Polícia Civil a cessar as condutas, a ex-aluna intensificou as ameaças. No dia seguinte à advertência policial, voltou a enviar mensagens violentas e divulgou o endereço residencial da pedagoga, afirmando que “algo muito grave iria acontecer”. As ameaças também atingiram a filha da vítima, de 16 anos, e outros familiares.
A situação se agravou quando a jovem passou a intimidar a pedagoga presencialmente, circulando em alta velocidade de motocicleta em frente ao local de trabalho da vítima. Em 2 de outubro, ela repetiu as manobras de intimidação, e no dia 3 de outubro, foi até a escola, empurrou a vítima e voltou a ameaçá-la de morte.
Risco à segurança
Diante da gravidade e reiteração dos fatos, a polícia representou pela prisão preventiva da investigada, medida deferida pelo Poder Judiciário para garantir a segurança da vítima e de seus familiares, considerando o risco concreto de execução das ameaças e do plano de sequestro.
A jovem responderá, em continuidade delitiva, por perseguição qualificada (pena máxima de três anos de reclusão), ameaça (pena máxima de seis meses de detenção), calúnia (pena máxima de dois anos), difamação (pena máxima de um ano) e coação no curso do processo (pena máxima de quatro anos de reclusão).
Veja a declaração dos delegados Derick Jorge e Fernando Vieira sobre o caso:
*Com Assessorias
