Dentista de Ponta Grossa é alvo de investigação do Gaeco

Na manhã desta quarta-feira, 16 de abril, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MPPR), com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cumpriu dois mandados de busca e apreensão na residência e em uma clínica odontológica de um dentista em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais.
A ação ocorreu no Bairro Jardim Carvalho, e investiga possíveis crimes de importação, venda, exposição à venda e distribuição de produtos e equipamentos odontológicos sem registro no órgão sanitário, prática que seria realizada através de plataformas de e-commerce e redes sociais.
Investigação de dentista de Ponta Grossa
A investigação teve início em março deste ano, com base em um relatório do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos Contra a Propriedade Intelectual, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. O documento identificou o profissional como o maior comerciante de produtos odontológicos ilegais do Brasil.
Entre os equipamentos supostamente comercializados estão aparelhos de raio-x, ultrassons odontológicos, brocas, limas e seringas não registrados na Vigilância Sanitária. Esses produtos, fabricados na China, seriam importados para o Brasil mediante declarações falsas às autoridades sanitárias e alfandegárias, sem passar por fiscalização que assegure a segurança dos itens. A utilização desses materiais pode representar sérios riscos à saúde de pacientes e profissionais.
Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Ponta Grossa, que também determinou a proibição cautelar do dentista de comercializar ou divulgar em sites e redes sociais qualquer produto médico ou odontológico sem o devido registro na Anvisa.
Durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos celulares, computadores e equipamentos como aparelhos de raio-x e ultrassons odontológicos sem registro sanitário. A operação busca identificar outros possíveis envolvidos na prática ilegal, o que poderia configurar associação criminosa, além de verificar o volume de produtos comercializados e o montante obtido pelo investigado com essas atividades ilícitas. (As informações são do Gaeco)
