
Uma escalada criminosa tendo como vítima uma mulher terminou com a prisão de um homem de 28 anos neste final de semana em Ponta Grossa. O caso vinha sendo investigado pelo 2º Distrito Policial após a vítima prestar queixa. O homem foi preso preventivamente pela Guarda Civil Municipal (GCM), no último sábado (21), pelos crimes de tentativa de feminicídio, tentativa de estupro e furto.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito, usuário de entorpecentes, iniciou a sequência criminosa na segunda-feira de Carnaval, dia 16, quando invadiu a residência da mulher, de 53 anos, para furtar um celular. Dois dias depois, durante a madrugada, ele retornou ao local com a intenção de atentar contra a vida da vítima.
Presença da criança
Armado com uma garrafa de vidro, o agressor provocou lesões graves na mulher e tentou violentá-la sexualmente. O crime não foi consumado devido à reação da vítima e à intervenção da filha, uma criança, que estava no imóvel. A presença da menina surpreendeu o agressor e forçou a fuga do autor.
Segundo o delegado Romeu Lara Junior, a rápida resposta da vítima foi decisiva para evitar um desfecho ainda mais grave. “A resistência da mulher e a presença da criança impediram que o crime se consumasse”, afirmou.
Após o ataque, a vítima procurou a delegacia, prestou depoimento e foi encaminhada para exames. Uma testemunha, considerada fundamental pelo delegado, foi localizada, reforçando a autoria dos crimes. O suspeito mora no mesmo bairro da vítima e possui registros anteriores por violência doméstica.
Diante da gravidade dos fatos, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário. A captura ocorreu no sábado, durante diligências da Guarda Municipal.
Em interrogatório, o homem confessou ter agredido a vítima com a garrafa, mas negou a intenção de matá-la e a tentativa de abuso sexual. Ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
40 anos de prisão
Romeu informou ainda que o inquérito já está concluído e agora segue para análise do Ministério Público e do Judiciário. “O investigado responderá por crimes extremamente graves, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 40 anos de prisão”, destacou.
*Com assessorias