Caso Maria Bonete: defesa tenta derrubar tese de feminicídio


Por politica

Maria Silmara Bonete. Foto: reprodução/Facebook.

Maria Silmara Bonete. Foto: reprodução/Facebook.

A Justiça marcou a data do julgamento do homem acusado da morte de Maria Silmara Bonete, 40 anos, em Ponta Grossa. O crime ocorreu há pouco mais de um ano e o réu será julgado no dia 6 de maio pelo Tribunal do Júri por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, asfixia e feminicídio), tentativa de ocultação de cadáver e posse de arma de fogo.

O caso teve grande repercussão na cidade após a divulgação de imagens de câmeras de monitoramento que mostraram a vítima pela última vez com vida.

As investigações da Polícia Civil concluíram que o acusado agiu motivado por ciúmes, já que o casal teria terminado um relacionamento dois meses antes. Na noite do dia 24 de fevereiro de 2024, ele encontrou Maria Bonete num bar onde ela trabalhava, na Vila Vendrami. Os dois saíram juntos e foram à residência do suspeito.

Imagens

Câmeras de segurança mostraram que as últimas imagens de Maria Bonete ainda com vida foram registradas por volta das 11h15 do dia 25 de fevereiro. Cerca de uma hora e meia depois, as imagens gravaram o acusado arrastando o corpo da vítima com ajuda de uma corda. 

Com a chegada da Polícia Militar, por volta das 13 horas, o acusado apresentou sinais de agitação e visível estado de embriaguez. Após buscas no local, os policiais encontraram o corpo da mulher já sem vida, próximo a uma árvore nos fundos do terreno. O suspeito foi preso em flagrante e segue na cadeia, aguardando o julgamento.

O que diz a defesa

A defesa do réu tenta desqualificar a tese de feminicídio por motivo passional e alega que ele não agiu por ciúmes. Segundo o advogado Yuri Kozan, a relação de ambos era estritamente de cliente e “prestadora de serviços”, o que não pode ser caracterizado como violência doméstica, segundo consta no inquérito policial. 

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