15 de julho de 2026

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‘Casada’ desde os 13, mulher sofre aborto e partos antecipados após violência doméstica


Por Edilene Santos Publicado 03/10/2025 às 12h56 Atualizado 25/02/2026 às 14h26
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Imagem ilustrativa / Foto: Agência Brasil

O Ministério Público do Paraná resgatou uma mulher e seus três filhos – de dois meses, um ano e quatro anos – que eram vítimas de violência doméstica. A ação foi realizada em conjunto com a Polícia Civil, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e o Conselho Tutelar de Wenceslau Braz, no Norte Pioneiro. O companheiro da vítima e pai das crianças foi preso preventivamente por decisão do Juízo Criminal da Comarca. A ação foi deflagrada nesta quinta-feira (2).

De acordo com as investigações, a mulher sofria agressões físicas constantes, que podem ter contribuído para um aborto e para o parto antecipado de dois de seus filhos. O bebê mais novo, de dois meses, pesa apenas dois quilos e apresenta suspeita de fibrose cística.

Mesmo após procurar ajuda em um posto de saúde, a vítima, de 25 anos, resistia em denunciar o agressor, com quem convivia desde os 13. A dificuldade era agravada pela ausência de rede de apoio familiar: a maioria de seus vizinhos são parentes do companheiro, também expostos a um contexto de violência estrutural.

Saúde das crianças em risco

Além das agressões contra a mãe, o homem impedia o tratamento médico dos filhos, sobretudo os que nasceram prematuros e necessitam de acompanhamento contínuo. Segundo apurado, ele não autorizava a ida às consultas em uma cidade vizinha ou, quando permitia, exercia forte controle sobre a companheira, motivado por ciúmes.

Após a prisão do agressor, a mulher foi encaminhada para uma entidade de apoio a vítimas de violência doméstica. As crianças, devido ao estado de saúde e à necessidade de cuidados intensivos, foram levadas a uma instituição de acolhimento.

Antes da medida judicial, o Creas e o Conselho Tutelar haviam realizado uma reunião com o casal para alertar sobre as violações de direitos e as possíveis consequências, como o acolhimento dos filhos. O homem, no entanto, demonstrou descaso e sinalizou que manteria o comportamento agressivo.

*Com Assessorias

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Edilene Santos
Edilene Santos

É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), especialista em Comunicação Política e Imagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em Jornalismo pela UEPG. Foi repórter no Jornal da Manhã e Página Um, assessora de comunicação na Prefeitura de Carambeí, produtora na Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e na Rede Massa TV Guará. Atuou no Diário dos Campos entre 2011 e 2017, retornando em 2023.