Bombeiro de PG é condenado por homicídio dez anos após o crime


Por Edilene Santos
Fachada do 1º BPM

Imagem ilustrativa da fachada do 1º BPM / Foto: Divulgação/1ºBPM

Fachada do 1º BPM
Imagem ilustrativa da fachada do 1º BPM / Foto: Divulgação/1ºBPM

Um bombeiro da reserva* foi condenado pelo Tribunal do Júri, nesta terça-feira (16), em Ponta Grossa. O cabo – hoje com 54 anos – recebeu pena de 19 anos pelo assassinato do bancário Marcio Kosloski, 56. O crime ocorreu no dia 17 de agosto de 2015, em frente à casa da vítima, no Jardim Carvalho.

Segundo as investigações da Polícia Civil realizadas à época dos fatos, o então cabo do Corpo de Bombeiros discutiu com Márcio e efetuou um disparo de arma de fogo que atingiu a cabeça da vítima, levando-a à morte instantânea.

Depois do crime, o réu fugiu e se apresentou à polícia dois dias depois. Ele disse que havia desavenças com Márcio desde o início de 2015 e que agiu em legítima defesa. O bancário foi morto quando saía de casa para retornar o trabalho, logo após o almoço, e, segundo a polícia, ele não estava armado.

Bombeiro está preso no 1º BPM

Após a condenação, o juiz Thiago Bertuol de Oliveira, que presidiu o julgamento, determinou que o réu fosse conduzido a um quartel do Corpo de Bombeiros Militar, em razão de sua condição de bombeiro da reserva. No entanto, não há no local instalações adequadas para custódia.

Diante da situação, a Justiça autorizou a transferência do réu para o 1º Batalhão da Polícia Militar de Ponta Grossa, onde permanece sob escolta em local destinado a presos e aguarda futura remoção para unidade prisional apropriada.

O bombeiro ainda pode recorrer da decisão e o Diário dos Campos tenta contato com seu advogado.

*O Diário dos Campos não divulga o nome do réu antes do trânsito em julgado do processo.

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