Boato de 2008 motivou homicídio de mulher grávida em PG, diz delegado


Por Danilo Kossoski
delegado luiz gustavo timossi

Foto: Reprodução 13ªSDP

delegado luiz gustavo timossi
Foto: Reprodução 13ªSDP

A Policia Civil de Ponta Grossa, através do setor de homicídios, finalizou o inquérito policial que investigou o assassinato de Susana Ferreira Correia, de 40 anos, ocorrido em 1º de fevereiro de 2026. A vítima, que estava grávida de quatro meses e não possuía antecedentes criminais, foi morta com um tiro na cabeça dentro de sua residência no bairro Neves.

Vingança infundada

As investigações revelaram que a motivação do crime foi o desejo de vingança infundada contra o marido da vítima. Os investigados Samuel da Silva Gravonski e Mario Gravonski Junior acreditavam, que o marido da vítima estaria envolvido no latrocínio do pai deles, ocorrido em 2008. “Todavia, essa informação foi baseada em boatos que surgiram à época do crime de latrocínio, não foi comprovado, e um adolescente chegou a ser apreendido e confessou ter praticado o crime sozinho”, diz o delegado Luiz Timossi. Ele acrescenta que, no curso das investigações realizadas agora, não foi coletado qualquer indício de envolvimento do marido de Susana no crime de 2008. Uma nota chegou a ser emitida, inocentando o cidadão (leia aqui)

Homicídio e aborto

Diante das provas colhidas, Samuel e Mario foram indiciados por homicídio qualificado por motivo torpe, emboscada e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Eles também respondem pelo crime de aborto provocado por terceiro, uma vez que a violência causou a interrupção da gestação de Susana. Além disso, Samuel foi indiciado por disparo de arma de fogo em via pública por um incidente ocorrido horas antes do homicídio.

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Porte ilegal

Outros dois homens foram indiciados por porte ilegal de arma de fogo. Um deles, foi flagrado com o revólver calibre .38 utilizado no crime e indiciado também por resistência à prisão. O outro, foi indiciado por porte ilegal na forma tentada, por ter ido até a residência do outro investigado visando retirar o armamento do local para ocultá-lo. Agora, o caso segue para o Ministério Público, que deve analisar as conclusões da Autoridade Policial. (com informações da PCPR)

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