03 de junho de 2026

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Autor de comentário sobre casa noturna em PG é indiciado por discriminação e preconceito


Por Redação com assessoria Publicado 13/02/2025 às 11h25 Atualizado 25/02/2026 às 20h39
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Screenshot de comentário objeto de investigação. Foto: reprodução/PCPR.

A Polícia Civil do Paraná, por meio do 2º Distrito Policial de Ponta Grossa, concluiu o inquérito policial referente ao caso de discriminação ocorrido no dia 4 fevereiro de 2025 contra estabelecimento voltado ao público LGBTQIAPN+ em PG. As informações foram obtidas pelo Diário dos Campos junto à polícia na quinta (13). 

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Um homem de 35 anos foi indiciado por crime de discriminação e preconceito, após publicar comentário em rede social fazendo referência à tragédia da Boate Kiss no contexto da inauguração de um estabelecimento destinado ao público LGBTQIAPN+ em Ponta Grossa.

Em seu interrogatório, o investigado alegou que o comentário “tomara que aconteça igual à Boate Kiss” teria sido apenas “uma brincadeira” e que poderia ser interpretado de diferentes formas. Ele também negou qualquer intenção discriminatória ou ameaçadora, embora tenha admitido que pode ter sido “um comentário infeliz”. O suspeito informou que sua conta na rede social foi cancelada após a repercussão do caso.

A Polícia Civil ressalta que condutas discriminatórias motivadas por orientação sexual e identidade de gênero (homotransfobia) foram equiparadas ao crime de racismo pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADO 26/DF, com fundamento na Lei 7.716/89. Tais crimes são considerados inafiançáveis e imprescritíveis, conforme previsto na Constituição Federal.

O delegado Derick Moura Jorge, responsável pela investigação, destaca que manifestações de ódio e intolerância, mesmo quando realizadas em ambiente virtual, configuram crime e seus autores serão responsabilizados. “É fundamental que a sociedade compreenda que a liberdade de expressão encontra limites no respeito à dignidade humana e que comentários discriminatórios em redes sociais não estão protegidos pelo direito à livre manifestação”, afirmou. O inquérito foi finalizado e encaminhado ao Ministério Público para análise.

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