Assistente social de PG pedia cestas básicas para idosos falecidos


Por Danilo Kossoski

Imagem Ilustrativa / Arquivo DC

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A Polícia Civil de Ponta Grossa concluiu as investigações que apuraram um esquema de fraude praticada contra a Fundação de Assistência Social de Ponta Grossa (FASPG). Os detalhes foram informados nessa terça-feira (8) pelo delegado Derick Moura Jorge, representando o 2º Distrito Policial da cidade.

Segundo o delegado, o assistente social de 46 anos vinha desviando benefícios de idosos. A situação foi descoberta após ele solicitar cesta básica em nome de uma idosa que havia falecido cinco meses antes.

Fraude contra a FASPG

As investigações revelaram que o profissional, que atuava numa associação de amparo a idosos, incluía sistematicamente nomes de pessoas já falecidas nos relatórios mensais de atendimento. Esses relatórios eram enviados à FASPG, fazendo parecer que essas pessoas continuavam sendo assistidas pelo serviço social, enquanto os benefícios seguiam para ele próprio.

Em determinado momento, foi detectada a solicitação de cesta básica para idosa já falecida. A partir dessa descoberta, uma investigação mais ampla revelou que a prática fraudulenta se estendeu por um período aproximado de 18 meses, entre 2020 e 2021.

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O investigado utilizava dados de falecidos para:

Rombo no sistema

Uma verificação por amostragem realizada pela FASPG constatou que, de 20 supostos usuários contatados, apenas dois confirmaram estar recebendo efetivamente os serviços da instituição.

O assistente social foi indiciado pelo crime inserção de dados falsos em sistema de informações, previsto no artigo 313-A do Código Penal, cuja pena prevista é de 2 a 12 anos de reclusão, mais multa.

Ressarcimento

Além do dano ao erário público, as fraudes comprometeram a prestação de serviços essenciais à população idosa em situação de vulnerabilidade social, desviando recursos que deveriam beneficiar pessoas que realmente necessitavam de assistência.

A associação está ressarcindo aos cofres públicos, de forma parcelada, o prejuízo ocasionado, no valor aproximado de R$ 60 mil.

O autor foi exonerado de suas funções, sendo o inquérito policial concluído e encaminhado ao Ministério Público, que analisará as provas coletadas e decidirá sobre o oferecimento de denúncia criminal contra o investigado. A 13ªSDP não informou qual foi a instituição na qual o funcionário atuava.

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