
O homem de 44 anos, acusado de matar uma mulher grávida, será julgado pelo Tribunal do Júri. De acordo com o advogado Fernando Madureira, que atua como assistente de acusação, a decisão que determinou o julgamento por meio de júri popular foi publicada no último sábado (18) pela Vara Criminal de Curiúva.
O acusado foi denunciado no dia 14 maio pelo Ministério Público do Paraná; o caso ocorreu no dia 27 de abril. Segundo o advogado, ele será julgado pelos crimes de feminicídio com duas qualificadoras – motivo torpe e dissimulação -, aborto e fraude processual.
Para a família da vítima, Jackeline Liliane dos Santos, 28 anos, o julgamento não “apaga a imensa dor”, mas a justiça será aplicada. “Serve de consolo aos familiares saberem que este crime brutal não ficará impune”, declarou Madureira. O réu segue preso e, segundo o assistente de acusação, ele poderá pegar até 40 anos de reclusão, caso seja condenado.
Enquanto isso, o advogado Silvano Cardoso Antunes prepara a tese da defesa. À época dos fatos, ele disse que a morte teria sido acidental. O julgamento ainda não foi marcado.
Relembre o caso
Jackeline morava em Ponta Grossa e, segundo as investigações, mantinha um relacionamento extraconjugal com o acusado, morador de Telêmaco Borba. No dia 27 de abril, eles foram a um passeio no Salto das Orquídeas, em Sapopema, no Norte Pioneiro, acompanhados de um casal de amigos. O local é conhecido pelas suas trilhas e cachoeiras.
De acordo com as investigações, o réu forjou uma queda acidental de Jackeline em uma área de difícil acesso. Durante a caminhada, afastou-se com a mulher e, em um momento de isolamento, empurrou-a contra pedras, causando-lhe lesões fatais.
As apurações do Ministério Público revelaram ainda que, em março, ao saber da gravidez, o acusado tentou provocar um aborto na vítima. Ele teria oferecido a Jackeline uma bebida adulterada com substância abortiva, sem sucesso.
*O Diário dos Campos opta por não divulgar o nome do homem, visto que o caso ainda não foi julgado pela Justiça