04 de junho de 2026

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Acusado de matar esposa grávida em PG será julgado nesta quinta-feira


Por Edilene Santos Publicado 08/10/2025 às 15h14 Atualizado 25/02/2026 às 14h18
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Fórum de Ponta Grossa
Julgamento no Fórum de Ponta Grossa começa às 8h30 / Foto: Arquivo DC

Está marcada para esta quinta-feira (9) a sessão do Tribunal do Júri que irá julgar o homem de 27 anos acusado de matar a esposa, em Ponta Grossa. O suspeito está preso e será julgado por homicídio qualificado por feminicídio, aborto provocado por terceiro e tráfico de drogas. Renata Santos Lourenço tinha 26 anos e estava grávida de três meses.

Ela foi morta a facadas na frente da filha de três anos. O crime ocorreu em agosto de 2024, na vila Coronel Cláudio e o julgamento no Fórum Estadual está marcado para começar às 8h30. A previsão é de que o júri, que vai ouvir testemunhas de acusação e defesa, além do próprio suspeito, termine até o fim da tarde.

O advogado que atua como assistente de acusação, Helian Kosloski dos Santos, acredita na condenação do réu. Segundo ele, as penas somadas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

O advogado que defende o acusado, José Sidney, disse que ele deverá ser réu confesso, mas que vai tentar tirar as duas qualificadoras do crime de homicídio. Os dois vão se encontrar ainda nesta quarta-feira (8) para alinhar os argumentos*.

Relembre o caso

Renata Santos Lourenço
Renata Santos Lourenço / Foto: Divulgação

O marido de Renata foi preso em flagrante, horas após o assassinato. Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram que, pela manhã, a mãe da vítima recebeu uma mensagem do suspeito, informando que Renata “não estava bem” e pedindo que alguém fosse até a residência do casal. Ele teria dito ainda que seria necessário entrar pela janela.

Como Renata estava grávida de três meses, a família pediu para que uma vizinha, que morava próximo ao local, verificasse a situação. Ao chegar à casa, a mulher encontrou Renata morta, com múltiplos ferimentos provocados por faca, e a filha do casal, de três anos, dormindo no mesmo quarto.

Relação agressiva

À época dos fatos, o delegado Luiz Timossi, disse que o relacionamento do casal era marcado por brigas e agressões. “Segundo familiares, Renata não concordava com o envolvimento do suspeito com o tráfico de drogas, o que vinha gerando conflitos constantes. Outro ponto de desentendimento era o uso de cocaína por parte dele”, afirmou.

Durante as diligências, os policiais encontraram maconha na residência do casal, o que levou também à autuação do suspeito por tráfico de drogas.

No mesmo dia do crime, o pai do réu foi assassinado em vingança à morte de Renata. Duas crianças que estavam na casa também foram baleadas. Relembre esse desdobramento aqui.

*Matéria atualizada às 13h04, com o pronunciamento da defesa

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Edilene Santos
Edilene Santos

É bacharel em Comunicação Social / Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), especialista em Comunicação Política e Imagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mestre em Jornalismo pela UEPG. Foi repórter no Jornal da Manhã e Página Um, assessora de comunicação na Prefeitura de Carambeí, produtora na Rede Paranaense de Comunicação (RPC) e na Rede Massa TV Guará. Atuou no Diário dos Campos entre 2011 e 2017, retornando em 2023.