03 de julho de 2026

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Acusado de homicídio, CEO de empresa em PG se diz vítima de extorsão


Por Cícero Goytacaz Publicado 14/05/2026 às 20h26
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Oseias
Foto: Reprodução/Internet

A defesa do empresário indiciado por homicídio em Ponta Grossa se manifestou sobre o caso nesta quinta-feira (14). Segundo o advogado Claudio Dalledone Junior, responsável pela defesa de Oseias Gomes, CEO da empresa Odonto Excellence, os autos do processo narram outra versão dos fatos e seu cliente não é o mandante do homicídio.

“Isso é absurdo”, disparou o advogado. Ele defendeu que Oseias “é um empresário íntegro, honesto, sem qualquer antecedente criminal e nunca teve qualquer motivo para mandar matar a vítima”.

Em nota, a defesa também informou que Oseias foi vítima de extorsão. “Trata-se de uma grande trama, que será desvelada em breve”, expressou.

Leia a nota na íntegra:

O escritório Dalledone & Advogados Associados, responsável pela defesa de Oséias Gomes, informa que a narrativa nos autos do processo é nitidamente contrária ao que está sendo ventilado. Oséias foi vítima de criminosos, que estavam lhe extorquindo e visavam ganhos financeiros eternos. 

Trata-se de uma grande trama que será desvelada em breve.

Oseias é um empresário íntegro, honesto, sem qualquer antecedente criminal e nunca teve qualquer motivo para mandar matar a vítima.

Dalledone & Advogados Associados

O inquérito

A Polícia Civil indiciou Oseias Gomes, nessa quarta-feira (13), pelo homicídio de José Claiton Leal Machado, em abril de 2022. O inquérito considerou elementos probatórios que o apontam como mandante intelectual e financiador do crime.

Segundo a Polícia, a conclusão deste procedimento é fruto de uma progressão investigativa baseada em inquéritos anteriores que já haviam esclarecido a participação direta de executores e colaboradores imediatos. O executor direto já foi indiciado e condenado pelo crime. As investigações também identificaram a participação de outros suspeitos, os quais foram pronunciados pelo delito e aguardam o julgamento de recursos em liberdade.

Em fases anteriores, o coordenador do crime, identificado como Paulo Santos da Silva, que se apresenta como Pastor Paulo, também foi indiciado e pronunciado. Atualmente, ele se encontra foragido.

O crime

Em 19 de abril de 2022, José Claiton Leal Machado foi baleado na cabeça e no peito quando chegava em casa, por volta das 18 horas na Rua Aleixo Barszcz, em Uvaranas. Junto dele estava uma filha pequena, que ele havia ido buscar na escola. A vítima foi socorrida por equipes de socorro e encaminhado em estado grave ao Hospital Universitário Regional, onde não resistiu.

As primeiras especulações sobre a motivação do homicídio trataram de tentativa de assalto, à qual a vítima teria esboçado reação. A tese partiu do fato de sua pistola, com pente totalmente carregado com munições intactas, ter sido apreendida com um homem em um posto de combustíveis horas após o crime. A Polícia Civil identificou que a numeração da arma coincide com o registro de posse em nome de José Claiton Leal.

À época, a investigação policial trabalhou com a hipótese de latrocínio e acrescentou que houve luta corporal entre os dois suspeitos e a vítima, quando a arma de Claiton teria caído no chão.

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Cícero Goytacaz
Cícero Goytacaz

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa em 2022, repórter de Política do Diário dos Campos. Tem experiência com redação de jornal impresso, sites de notícias, rádio esportivo e transmissões de futebol. Atuou como repórter setorista do Operário Ferroviário Esporte Clube.